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A liderança liberal gaúcha que deixou o PSL quando Jair Bolsonaro chegou

Um dia antes de entrevistar Jair Bolsonaro, Portal Martin Behrend conversou com Fábio Ostermann

05 de Abril, 2018 às 15:17

Fábio Ostermann e o jornalista Martin Behrend durante entrevista. Marcel Horowitz/Divulgação

Nesta sexta-feira (6), o Portal Martin Behrend terá a primeira oportunidade de entrevistar e acompanhar uma palestra do deputado federal Jair Bolsonaro (PSL). Ele estará num evento na Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom e Estância Velha (ACI-NH/CB/EV), conversando com associados e concedendo entrevista à imprensa.


Bolsonaro vem ocupando as primeiras posições nas pesquisas à corrida presidencial ao Palácio do Planalto – a eleição é em outubro deste ano. Atuando há mais de 20 anos como deputado federal pelo Rio de Janeiro, é figura de convicções, posturas firmes, muitas polêmicas, frequentador de episódios turbulentos e, sublinhe-se, vem arrastando multidões por onde passa.


Assim como coleciona fãs, Bolsonaro vai criando também milhares de opositores. E, no embalo, vai repelindo pessoas. É o caso do professor universitário Fábio Ostermann, 33 anos. Fundador do Movimento Brasil Livre (MBL) – do qual se afastou por discordar de alianças estabelecidas com alguns políticos –, ele deixou o Partido Social Liberal (PSL), no começo de 2018, com a chegada de Bolsonaro. “Ele defende soluções autoritárias e vem construindo uma trajetória errática”, destaca. “Bagunça e baderna não se resolve com mais baderna. Não simpatizo com soluções que vêm sendo apresentadas por ele”, completa. Autoritarismo ao extremo, isso tirou Ostermann do mesmo ninho político de Bolsonaro. Fora a negociação que ocorreu noas bastidores, num verdadeiro balcão de negócios.


Atualmente filiado ao Novo, Ostermann foi candidato a prefeito de Porto Alegre em 2016, obtendo 7.054 votos, ficando na sexta posição entre nove candidatos. Ele ainda estava filiado ao PSL. Foi no partido que ele liderou um movimento batizado de LIVRES, com viés liberal/libertário. Atualmente, o grupo segue atuando de forma suprapartidária, com Ostermann sendo um de seus principais representantes.


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Ferrenho defensor do Estado limitado, Ostermann destaca que o Poder Público interfere em muitas coisas em que não deveria estar presente. “Não dá para meter a mão em tudo. O Estado preciso priorizar saúde, educação, segurança pública e parte da infraestrutura. Não adiante sonhar: jamais teremos melhoria nos serviços prestados pelo Estado”, avalia.


Formado em Direito pela UFRGS, onde também estudou Economia, a liderança liberal é mestre em Ciências Sociais pela PUCRS. Ele defende a privatização de todas as estatais do Rio Grande do Sul, incluindo Banrisul e CEEE. “Mesmo que alguma empresa tenha lucro, não é função do governo abrigar tantos compromissos. Tudo pesa no orçamento do governo”, pontua. Ostermann é a favor da atuação mais forte da iniciativa privada, com contratos rigorosos propostos pelos governos e que coloquem em evidência os interesses da população, sem todo engessamento do poder estatal.


OTIMISMO


Otimista em relação ao futuro do Brasil, Ostermann aposta em renovações de nomes e, principalmente, de ideias nas eleições de outubro. “Por vezes, se troca o nome, mas é o filho, ou esposa, ou assessor de um tradicional político. É preciso renovar as práticas", comenta. Pré-candidato a deputado estadual pelo Novo, além da experiência na eleição a prefeito da capital gaúcha, ele participou da campanha a deputado estadual de Marcel van Hattem em 2014. Van Hattem ficou de suplente na Assembleia, assumiu o mandato por três anos e, agora, deixou o PP para ingressar no Novo.


Em relação ao governo Sartori, Ostermann avalia que faltou convicção do governador em cortar mais gastos e enxugar o Estado. “O Rio Grande do Sul tem o maior desequilíbrio entre servidores públicos ativos e inativos”, critica, destacando que no futuro, a seguir essa realidade, o governo existirá apenas para pagar os salários dos funcionários públicos – absoluta minoria do Estado –, deixando o restante da população e do Estado sem investimentos.

Autor

Martin Behrend

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