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"Está na hora da vagabundagem voltar para os esgotos", afirma presidente do Consepro de Novo Hamburgo

Atuação da entidade foi destacada em apresentação na Câmara de Vereadores de Novo Hamburgo

04 de Abril, 2018 às 21:39

Ivan Carlos da Silva atua na Polícia Civil e está à frente do Consepro de Novo Hamburgo. Viccenzo Zang/CVNH

"Está na hora da vagabundagem voltar para os esgotos. Precisamos de um Consepro forte". Essa foi uma das frases mais fortes proferidas pelo atual presidente do Conselho Comunitário Pró-Segurança (Consepro), Ivan Carlos da Silva. Ele esteve na Câmara de Vereadores de Novo Hamburgo nesta quarta-feira (4) a pedido do vereador Issur Koch (PP). Eles são colegas de partido, já que Ivan Carlos é suplente de vereador pelo PP.


Com 38 anos completados no dia 1° de abril e tendo sua utilidade pública reconhecida por meio da Lei Municipal n° 48/1980, o Consepro vem passando por anos de instabilidade. O afastamento de algumas entidades que faziam parte da direção e alegações de o conselho estar servindo como promoção política impedem uma atuação mais efetiva.


Inclusive, o Consepro não consegue aproximação com o governo da prefeita Fátima Daudt (PSDB). Críticas ferozes de lideranças e aliados do PP seriam um dos motivos a impedir esse diálogo. Segundo Ivan, o conselho já buscou agendar encontros com o Executivo por duas vezes, mas não obteve sucesso. “O Consepro vai fazer a sua parte, independentemente da Prefeitura, já temos empresas interessadas em colaborar”, declarou.


Da sua criação até a década de 1990, a entidade viveu seu momento de ouro, conforme o atual presidente. “O Consepro tinha viaturas próprias, as quais eram distribuídas para os órgãos de segurança pública de Novo Hamburgo - Brigada Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros”, informou. O conselho fornecia ainda alimentação aos policiais, combustível, coletes balísticos, munições, entre outros, de acordo com Ivan, suplente de vereador na atual legislatura pelo PP, policial civil e ex-diretor do presídio de Novo Hamburgo.


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Segundo ele, os recursos advinham de arrecadações dos contribuintes, quando renovavam ou faziam suas carteiras de CNH, RG, Registros de Ocorrências, os quais pagavam uma contribuição espontânea, depositando na conta da entidade. Na época, a entidade contava ainda com doações de empresas privadas, as quais colaboravam com os projetos da entidade.


Ele lembrou que a principal fonte de recursos era a verba oriunda do estacionamento rotativo, valor revertido na época em sua totalidade para segurança pública e administrado pelo Consepro. A atuação do conselho foi prejudicada após a crise do final dos anos 90, que atingiu as empresas coureiro-calçadistas da região, e com a proibição da cobrança da contribuição espontânea e suspensão do repasse dos recursos da faixa nobre, ocorrida em 1997, no governo do ex-prefeito Jose Airton dos Santos.


Ivan Carlos da Silva, que é policial civil, esclareceu que essas questões impactaram fortemente no trabalho do Consepro, que teve que vender todos os seus veículos e demitir funcionários e estagiários na ocasião. Apesar das dificuldades, a entidade sobreviveu com doações até 2008, ano em que parou de funcionar de fato. Durante a sua exposição, Silva apelou para que as pessoas separem política de segurança pública. “Para o conselho ser forte novamente, nós precisamos nos unir”, ressaltou Ivan.


O presidente ainda lembrou dos casos diários de crimes, roubos, furtos e assaltos no município. Ele relatou um caso desta quarta-feira, de uma motorista que teve seu carro levado, tendo apenas tempo de tiras os filhos pequenos do carro. "Imagina se ela demora e o bandido dispara? Teríamos mais uma tragédia. O Consepro pode ajudar no combate à violência", lembrou.


Doações e contribuições ao Consepro podem ser encaminhadas pelo telefone (9847.55888) ou pelo email ivancarlosnh@gmail.com.

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