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De volta ao velho mundo, no meu caso Itália, me deparo com muitas semelhanças em relação ao Brasil

20 de Fevereiro, 2018 às 08:57

De volta ao velho mundo, no meu caso Itália, me deparo com muitas semelhanças em relação ao Brasil.

Uma recessão muito grande é uma das semelhanças. Principalmente no consumo de vestuário e calçados, e ate no supermercado se percebem poucas caixas abertas, e estas sem filas expressivas. Os mercados realmente cheios são aquelas redes, tipo LIDL e ALDI, onde tem um máximo de quatro corredores, com os produtos básicos necessários, de boa qualidade, e com uma apresentação prática sem muitas embalagens vistosas.


Além disso, dois corredores com caixotes de ofertas especiais que variam a cada semana. Ali tem de tudo, roupas, artigos de casa, ferramentas, de escola, brinquedos, etc.


O que mais me chama a atenção é que esta diminuição e embalagens, além de diminuir os preços, vem ao encontro de um grande esforço que a humanidade deve fazer para diminuir a quantidade de lixo. Um colomba de Páscoa, como os panetones, por exemplo, sempre embalados em um saquinho de plástico ou celofane, e depois ainda dentro de uma caixa de papelão, neste tipo de mercados, vem somente num saco tipo celofane estampado. E se não se traz uma sacola de casa, se tem de “regalo” um olhar meio desaprovador do caixa e dos vizinhos de fila, e se paga pelas sacolas que se fazem necessárias, mesmo sendo recicláveis.


Outra semelhança é eleições se aproximando.


Enquanto no Brasil se discute petismo e antipetismo, corrupção, corjas de ladrões fossilizados no poder, aqui se discute futuro de verdade. O povo não aguenta mais dividir tudo com os imigrantes ilegais, que invadem a Itália numa profusão desenfreada. A extrema direita tem cada vez mais adeptos, e os partidos da centro esquerda são considerados os da conversa mole, do continuísmo, que não mudam nada.


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Numa sociedade que tem simpatia pela extrema direita, também floresce a extrema esquerda. E assim, o facismo esta novamente no coração das pessoas. Elas não dizem, mas quando se raspa um pouquinho o verniz social da convivência, jorram queixas e, dedo em riste, dizem “na Itália, os italianos em primeiro lugar”!


Mais uma semelhança: está em discussão a reforma previdenciária. Enquanto no Brasil se discute aposentadoria para idos de 60 anos, aqui se discute para idos de 70 anos.


E a última semelhança: as diversas centrais de máfia são muito semelhantes às facções criminosas espalhadas por todo o Brasil, muitas vezes com a conivência policial, ou por medo do enfrentamento, ou por participar lucrativamente dos processos em curso.


E assim, no dialeto, tanto qua come la ...

Autor

Edela Land

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