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Um menino em essência

As dificuldades, os problemas, as noites mal dormidas, despertaram naquele menino uma força inesperada

18 de Fevereiro, 2018 às 18:17

Um belo dia um menino se deu conta que não era mais o mesmo. Visões e descobertas faziam com que os muros da ilusão ao seu redor caíssem como um dominó sem freio. As dificuldades, os problemas, as noites mal dormidas, despertaram naquele menino uma força inesperada e caminhos se abriram como que num toque de mágica.


As lembranças dos filmes de ficção científica, dos super-heróis e das máscaras, que pareciam verdadeiras, após as dificuldades e possibilidades sorrateiras fizeram com que o mundo que o menino conhecia desaparecesse como água no ralo do banheiro.


As crenças, as ideias e os ideais pareciam estar perdidos em um lugar onde não se encontrava mais o caminho que antes era fácil de achar. Era um mundo novo, sem barreiras, vazio e com possibilidades que demonstravam, de maneira sucinta e simples, o que a vida realmente significava.


As ribaltas, as luzes, aquela ideia de que bastava uma condecoração ou elogio para fazer com que tudo valesse a pena, deu lugar a ideia de si mesmo: desconhecida, irrefletida e, de alguma maneira, perdida em si mesmo.


Foram as dificuldades ou as oportunidades que fizeram isso? Ou simplesmente aconteceu do nada? Como um sopro? O que era importante antes deixou de ter valor e o que muitos desdenhavam, parecia ter força. E a pergunta, que estava escondida profundamente na sua alma, há tempos remotos, voltou à baila: o que ele está fazendo consigo? Quem é o sigo?


Era um renascimento em meio ao turbilhão, um mundo novo em meio à escuridão, um momento único, nunca vivido, que lhe inspirava força e amor no coração. Ah sim, ele tinha coração! Parecia que não! Mas aquele sentimento de bem querer a si e a todos estava transbordando como uma cachoeira em tempo de cheia, como uma usina, apagada, mas com a força de uma nova.


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A idade e as más escolhas que ele fez tinham lhe trazido a culpa e a solidão. A verdade se fazia perene, ele tinha medo de olhar no espelho e fugia dele que nem lebre que teme o seu algoz. Tudo aquilo era tão feroz que arrancava suspiros do seu peito, berros da sua alma, uma força descomunal do seu espírito e, principalmente, certeza das suas limitações, apesar da sua mente não ter espaço definido em si mesmo.


O mundo parecia uma grande plantação a espera de uma nova semeadura, apesar de parecer madura, ainda havia espaço para um mundo que poderia ser criado e um lugar que ninguém havia descoberto. Da tristeza a possibilidade, havia uma infinidade de meandros que faziam que valesse a pena cada respiração ao amanhecer.


Encontrar essa veia, seja ela forte ou fraca, dependendo da visão que ela abarca, pode ser o que muitos esperam na caminhada da vida e que fizeram aquele menino, que se percebeu homem, ser humano, humilde, simples, experenciado pela vida, estudado pelos esforços, descobrir, que apesar de tudo que se tem ou que se é, existe uma realidade, profunda até o último fio de cabelo, que move cada criatura conforme seus desejos e crenças mais profundas.


Ah...aquele menino...em essência...não passava de um filho da providência a descobrir o seu valor...e fazer valer o lugar que ele criou!

Autor

César Silva

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