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A cada nova morte de inocente, mais brasileiros olham para Bolsonaro

Com mais de 50 mil assassinatos por ano, Brasil vive uma guerra descontrolada com inocentes tombando feito moscas

04 de Fevereiro, 2018 às 21:45

Deputado federal Jair Bolsonaro, do Rio de Janeiro. Divulgação

O Brasil responde por 10% de TODOS os assassinatos do planeta. Em 2016, o Brasil registrou mais de 61 mil mortes violentas. Se foram somados os assassinatos na Europa inteira, Estados Unidos e China; o Brasil ainda leva uma “vantagem” de quase 13 mil mortos. O Brasil tem a sétima maior taxa de homicídios de jovens de TODO o mundo.


Estas estatísticas são oficiais. Dados do governo brasileiro e de organismos internacionais. São números muito superiores a algumas guerras do planeta. A primeira constatação: fracassamos como sociedade. O fracasso é coletivo, mas temos uma carga de responsabilidade diretamente ligada ao governo federal, deputados federais e senadores nos últimos 20 anos – onde houve maior crescimento. São estes políticos que assistem a essa selvageria sem praticamente reações. Parecem patrocinar a matança com suas omissões.


Passaram pelo poder as principais siglas do país: MDB, PT, PSDB, Progressista, PDT, DEM, PCdoB, PPS, PR. Ninguém se dedicou de verdade à preservação da vida dos brasileiros. Afirmo aqui – não como defesa, mas como informação: morrem mais inocentes na atual democracia brasileira do que no período da ditadura militar. Repito: não é defesa da ditadura, nem uma vontade de retorno dos militares ao poder, mas o fato é: a nossa democracia assassina mais inocentes que a ditadura militar. Tem algo muito errado aí. Mas muito errado mesmo.


Neste sábado, os bandidos – esses seres que são favorecidos por leis brandas e falta de presídios – assassinaram um policial militar. Foi em São Leopoldo. Na semana passada, um agente do Case foi assassinado em Novo Hamburgo. São vítimas recentes do completo descontrole que vem sendo patrocinado pelos governos nas últimas duas décadas.


Faltam presídios e as facções criminosas dominam os presídios que existem; policiais são remunerados com direitos parcelados – inclusive no Rio Grande do Sul –; as leis são um convite ao crime; o Estado não educa e não prestigia os jovens na escola; o Estado não recupera os criminosos; celulares entram em saem com uma facilidade absurda dos presídios; chacinas ocorrem naturalmente dentro dos presídios. É o retrato do horror, do caos.


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Em outubro deste ano, teremos eleições. Os brasileiros que tentam sobreviver estão procurando seus candidatos. E aí surge com força o nome do deputado federal Jair Bolsonaro. Por que ele? É o único que parece disposto a alterar esse caos e esse descontrole. Simples assim. Bolsonaro, militar de carreira, diz que, se eleito, os criminosos não vão se criar. Bolsonaro promete armar a população. Vai investir pesado nas forças de segurança. E vai jogar pesado para mudar a legislação.


Conversei nos últimos meses com cinco policiais – da Brigada Militar, Polícia Civil e Guarda Municipal. Todos vão votar em Bolsonaro. Lembrando: no Rio de Janeiro, em 2017, 134 policiais foram assassinados tentando defender a população. Neste ano, no Rio, mais 16 perderam a vida. É uma guerra. Os policiais estão sendo massacrados pelo crime. Assim como vários inocentes brasileiros.


Pesquiso a vida de Bolsonaro. Não acho uma carreira brilhante. Pelo contrário, pouco efetiva e com várias mordomias e regalias contempladas pelo cargo de deputado federal. Bolsonaro parece um fanfarrão. Falta postura, diminui as mulheres e grupos sociais, ataca a imprensa. Aliás, como deputado do Rio de Janeiro, estranho ver que no seu Estado existe essa violência desenfreada. É uma aposta quase no escuro. É um apertar de teclas da urna eletrônica com tom de desespero. É o candidato que, se eleito, não terá base de sustentação no Congresso Nacional e fico arrepiado só de imaginar os novos conchavos.


Agora, na visão de milhões de brasileiros, é o cara que promete enfrentar essa guerra de frente, sem meias palavras e sem novos e fracassados seminários/debates/conferências sobre a violência, que em nada ajudaram nesse ambiente hostil que se tornou o Brasil. E os brasileiros, que já experimentaram tucanos, petistas e companhia, estão desesperados em busca de alguém que vai pegar pesado com a farra dos bandidos e criminosos. É por isso que, a cada inocente morto, mais brasileiros olham para Bolsonaro.

Autor

Martin Behrend

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