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A hipocrisia das algemas

A corrupção é tão ou mais cruel que qualquer crime!

23 de Janeiro, 2018 às 18:30

Especialistas criticaram as algemas usadas no deslocamento do ex-governador do RJ Sérgio Cabral. Divulgação

A recente discussão sobre a maneira como a Polícia Federal levou o presidiário Sérgio Cabral, do Rio de Janeiro para Curitiba, é emblemática. Ouvir “especialistas” em direito criminal e o seu advogado dizerem que foi uma atitude “digna de um tratamento animalesco”, o fato dele ser algemado e ter também os pés presos “como se fosse um preso perigoso”, ilustra bem o que a atual onda do politicamente correto está fazendo com os brasileiros.


Já não é de hoje que acompanhamos o “vitimismo" com o qual são tratadas as pessoas que cometem crimes. “Não pode prender e algemar”, “não pode humilhar a pessoa”, “é uma vítima do sistema”, essa inclusive usada como desculpa/explicação para o fato do cidadão ter se tornado um criminoso.


Por que será que estamos tendo tanta dificuldade em entender que estas pessoas são CRIMINOSAS? Furtam, roubam, matam e, ao serem descobertas, condenadas e presas, querem que esqueçamos o que fizeram? Não podem ser expostas como tal?


No caso específico da Vossa Excelência (até então assim referenciado) ex-governador Sérgio Cabral, alegam que ele não é perigoso, não matou ninguém, etc… Será mesmo isso verdade? Quantos cidadãos cariocas devem ter morrido em função das centenas de milhões de reais que ele e seus parceiros desviaram? A corrupção é tão ou mais cruel que qualquer crime!


Os hospitais no Rio de Janeiro (e no Brasil como um todo) estão em estado de miséria quase absoluta! Sem estrutura, falta de médicos e equipamentos, sem remédios! Se houvesse condições de contabilizar, apenas nos últimos vinte anos, a quantidade de cidadãos - nossos irmãos, pois somos todos brasileiros - que morreram por falta de um atendimento médico digno, certamente estaríamos nos defrontando com um genocídio!


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A exposição de uma pessoa algemada (independente dela ser rica ou pobre, da política ou não) deveria servir como exemplo, para que outras pessoas vissem o que acontece para quem resolve sair da linha, mas aqui não: O “politicamente correto” defende exatamente o contrário.


Consigo entender a mãe do ex-governador defendendo seu filho pelo fato dele sair algemado do Rio de Janeiro, afinal mãe é mãe. No mais está na hora de começarmos a rever alguns conceitos, que valem na grande parte dos países e que por aqui estão sendo colocados de lado.

Autor

Ricardo Gusmão

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