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Beethoven não se drogava

Será que Beethoven estava drogado quando criou as supremas maravilhas musicais que são suas nove sinfonias?

23 de Janeiro, 2018 às 14:10

Um gênio alemão: Ludwig van Beethoven

O dicionário Houaiss cita, entre outros significados, o VÍCIO como uma dependência que leva ao consumo irresistível, etc.


Pois então somos quase todos viciados; alguma conduta nossa tem uma espécie de dependência. Podem chamar de rotina ou mania, mas são quase vícios. E tem para todos os gostos, especialmente no mundo artístico.


Exemplos? O viciado em bebida começa social, passa por todas fases intermediárias e desemboca em cirrose terminal. Viciado em fumo começa com cigarrinho juvenil e termina com câncer no pulmão. Viciado no jogo começa com uma canastrinha familiar, passa pelo cassino e termina sem patrimônio. O consumidor de drogas começa com cigarrinho de maconha, cocaína, crack e termina um frangalho humano. O workaholic começa aplicado no trabalho, recebe todos os elogios e termina com stress, esgotamento, depressão.


E aí chegamos nas artes, lembrando que faz mais de 35 anos da morte de Elis Regina, vitimada por overdose de cocaína. Mas onde a Elis precisava de cocaína paras interpretar as maravilhas do seu repertório? Compositores, intérpretes contemporâneos em geral, será que todos necessitam de um estímulo externo ao seu corpo para criar, interpretar, não podem ter hábitos normais?


E é então que vale a pergunta: será que Beethoven – entre todos os outros, é claro – estava drogado quando criou as supremas maravilhas musicais que são suas nove sinfonias, só para citar estas? E Vivaldi? Tchaikovski? Bach, Chopin, Händel, Wagner?


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Jamais li ou tomei conhecimento que os grandes músicos dos séculos XVII e XVIII se drogassem para construir com aquelas sete notas musicais tais arranjos que são estas maravilhosas, universais e eternas obras primas universais.


Fique claro, pois, que esta coisa de se drogar é toda uma questão de personalidade, de maior ou menor caráter, maior ou menor dose de educação, carinho e atenção para com os filhos. Tanto quando crianças mas muito mais nos anos de dúvidas da juventude.

Autor

Claudio Behrend

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