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Entre a paixão e a admiração

Os jovens já relutam em legalizar situações, e as uniões outrora consagradas e estáveis começam a apresentar fissuras cada vez maiores

05 de Janeiro, 2018 às 13:55

Cabelos brancos são sempre um componente natural da solidão, um próximo estado de pré-depressão anunciada. Na verdade não fazem parte de um quadro desesperador, sem solução, uma avant-première do suicídio, mas um item até que notável e bastante preocupante nas atuais estatísticas de especializados setores das relações humanas.


Mas, como em tudo na vida, nada é absolutamente definitivo e tudo sempre se apresenta com alguma coisa que antes de mais nada é altamente positiva. Revela sempre o lado bom da existência, expõe-se uma enorme alegria da vida e suas tantas vezes prazerosas constatações.


Constatamos, entre outras coisas, que estamos em tempos de cada vez maiores amplitudes nas relações humanas, nos seus diversos valores. Entre estes valores, sobressai-se notavelmente a conduta da “nova mulher” especialmente no seu empoderado relacionamento com os homens, conquistando importantes avanços sociais e ocupando decisivas posições no mundo – pelo menos no mundo ocidental.


Mas como tudo neste mesmo mundo tem sempre uma causa e a correspondente consequência, uma destas alterações de conduta social é a notável instabilidade do casamento. Não como entidade legal, mas sim como relação estável entre um casal. Os jovens já relutam em legalizar situações, e as uniões outrora consagradas e estáveis começam a apresentar fissuras cada vez maiores. É claro que esta situação acontece sempre depois de um período mais longo de convivência e é marcado por condutas bem caracterizadas: é quando o homem deixa de ter paixão por sua mulher e a mulher deixa de ter admiração pelo seu homem.


No caso da mulher, não se trata de perder o respeito pelo seu homem – pois uma união por medo ou obediência é absolutamente intolerável - mas não é mais aquela parceria que advém do “cabeça do casal” (ele proverá, o macho me protege), não há mais necessidade disto.


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E no homem, apaga-se aquele desejo, aquele fogo ardente, sobrou um reles braseiro, a rotina extinguiu a tesão. Então, as raízes desta repentina falta de admiração dela ou indiferença dele, não estão especificamente em nenhum dos dois, não se sabe o que é causa ou consequência, está acontecendo e pronto. Constata-se!


Por outro lado, quando esta situação passa a vingar há sempre o envolvimento familiar, filhos netos, noras, parentes e outros afins, e os dois personagens centrais, mesmo vivendo sozinhos, passam a viver sozinhos juntos numa completamente falsa relação. Mas é absolutamente certo que "alguma coisa" foi perdida ao longo do caminho, e pode ser reencontrada se for procurada com alguma atenção e boa vontade, pois a época é até bastante propícia.


Sugere-se pois aproveitar o período de festas e recomeçar do ano para procurar encontrar esta “alguma coisa” considerada perdida mas talvez, até quem sabe, recuperável. Não custa nada tentar!

Autor

Claudio Behrend

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