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Estádio da Chapecoense inaugura memorial com valiosa contribuição de paisagista de Novo Hamburgo

O projeto junto à Arena Condá tem a assinatura da arquiteta Monyk Dávi e da paisagista Hariet Hugentobler Hexsel

24 de Dezembro, 2017 às 12:37

Paisagismo do memorial foi projetado pela hamburguense Hariet Hexsel. Divulgação

Foi com muita emoção – e não poderia ser diferente – que a cidade de Chapecó (SC) recebeu um novo espaço dedicado aos heróis da Associação Chapecoense de Futebol. Na noite de sexta-feira (22), foi inaugurado um memorial junto à Arena Condá – estádio do clube catarinense.


O projeto tem a assinatura da arquiteta Monyk Dávi – nora de Davi Barella Dávi, grande colaborador da Chape, apaixonado pelo município e uma das 71 vítimas da tragédia aérea – e da paisagista Hariet Hugentobler Hexsel, de Novo Hamburgo. A hamburguense trabalha há mais de 30 anos na área e abriu a Vila Verde Paisagismo em 2002, em Novo Hamburgo. Atualmente, ela tem escritório em Jurerê, em Florianópolis (SC).


Na parede externa da Ala Norte do estádio da Chape, o artista Paulo Consentino produziu uma homenagem intitulada “Gol eterno”. Esta intervenção motivou a grande mudança: a revitalização da área em frente à obra. O espaço de 1286 metros quadrados foi adotado pelo Grupo Nostra Casa – através do Programa Chapecó Mais Bonita – e recebeu o nome de “Átrio Davi Barella Dávi”. O projeto foi pensado e executado em tempo recorde e, inaugurado antes da partida beneficente “Amigos da Abravic”, que foi disputada na noite de sexta-feira.


O projeto de Monyk Dávi e Hariet Hugentobler Hexsel foi coordenado pelo engenheiro civil Gustavo Di Domenico e executado pela equipe do Grupo Nostra Casa. Um dos destaques do Átrio é a fonte, que levará no seu interior o mapa da América do Sul, em alto relevo, produzido pelo artista plástico Sergio Coirolo. O mapa possui dois pontos de luz: um em Chapecó, outro em Medellín, representando os laços de união entre as duas nações.


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Contornando a fonte estarão 71 luzes brancas e 71 quedas de água, em alusão às vítimas. Na borda, tem um revestimento de aço com o nome de cada um dos eternos guerreiros. Em frente à fonte, foram marcados no concreto os pés e as mãos dos quatro sobreviventes brasileiros: Alan Ruschel, Jakson Follmann, Hélio Neto e Rafael Henzel. Por fim, acima do espaço foram plantados seis ipês brancos, em alusão aos seis sobreviventes e ao milagre da vida.


Além da beleza do espaço após a revitalização, ele terá um significado especial: no local, ficou enterrada a “Cápsula do tempo”, que recebeu cartas de torcedores e simpatizantes da Chapecoense e, agora, será reaberta daqui a 43 anos.


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