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Fundamental no Tarifaço que aprofundou a crise dos gaúchos, PSDB decide entregar cargos no governo Sartori

A data limite para que os tucanos deixem os cargos foi fixada em 20 de janeiro

20 de Dezembro, 2017 às 21:51

Ex-prefeito de Pelotas, Leite é a aposta da sigla para retomar o Piratini, que já foi comandado pelo PSDB com Yeda Crusius, de 2007 a 2010.

Lembram do Tarifaço no começo do governo Sartori? A proposta elevou de 17% para 18% a alíquota básica do ICMS, que é aplicada a todas as operações e prestações de serviços sem alíquota específica. Já as alíquotas sobre energia elétrica, álcool, gasolina e telefonia fixa e móvel subiram de 25% para 30%. Este Tarifaço vigora até 31 de dezembro de 2018. Depois dessa aplicada, vida dos gaúchos ficou mais cara em razão desta alta de tributos.


O Tarifaço passou com placar apertado (27 a 26) e com grande contribuição de deputados estaduais do PSDB – votaram a favor Adilson Troca, Pedro Pereira e Zilá Breitenbach. Mais do que isso, os aliados da sigla ganharam cargos valiosos no governo estadual, como a Secretaria de Minas e Energia, ocupada por mais de dois anos pelo deputado estadual Lucas Redecker, e que ainda hoje segue em asas tucanas.


No momento em que o governo Sartori vai completar três anos, o partido decidiu bater em retirada pensando na eleição do ano que vem. O PSDB gaúcho deverá deixar os espaços ocupados no governo Sartori em até 30 dias. A decisão foi tomada em reunião da Executiva estadual do partido, nesta quarta-feira (20), em Porto Alegre, ocasião em que foi debatido o resultado da consulta aos diretórios municipais, dos quais 80% opinaram pela saída. A data limite para que os tucanos deixem os cargos foi fixada em 20 de janeiro.


De acordo com o presidente do PSDB gaúcho, Eduardo Leite, a decisão pela saída é também em respeito ao governo Sartori. “No momento em que estamos construindo um projeto alternativo para o Rio Grande do Sul, entendemos que se encerra a possibilidade de participação com cargos no governo. Essa é a hora de dar espaço ao próprio governo”, afirmou.


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Leite ainda disse que a saída, entretanto, não significa uma ruptura na base de apoio. “Continuaremos apoiando na Assembleia Legislativa os projetos que são de interesse da sociedade gaúcha”, afirmou. A participação do PSDB no governo Sartori se dá hoje através da Secretaria de Minas e Energia.


No começo da tarde, Leite reuniu-se com o chefe da Casa Civil, Fábio Branco, e o secretário do Planejamento, Governança e Gestão, Carlos Búrigo, e conversou por telefone com o presidente do PMDB, Alceu Moreira, quando comunicou a decisão do partido.


Ex-prefeito de Pelotas, Leite é a aposta da sigla para retomar o Piratini, que já foi comandado pelo PSDB com Yeda Crusius, de 2007 a 2010.

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