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Apae de São Leopoldo ameaça paralisar atividades e Prefeitura esclarece repasses atrasados

Entidade atende 320 crianças e mobilizações buscam sensibilizar Poder Executivo a repassar recursos

13 de Dezembro, 2017 às 08:31

Diretoria e pais de alunos da Apae estiveram na Câmara de Vereadores em busca de apoio

A Apae de São Leopoldo vive uma crise financeira que pode paralisar suas atividades no começo do ano de 2018. Este é o retrato projetado por sua diretoria. Segundo os cálculos da entidade, seriam mais de R$ 200 mil em valores atrasados e que estão fazendo falta para a continuidade dos trabalhos.


A maior parte dos repasses tem origem na Prefeitura leopoldense, mas há também problemas com repasses de verbas do governo federal. O governo Ary Vanazzi (PT) confirma que existem alguns valores atrasados, mas apresenta uma estimativa diferente da diretoria da Apae. Além disso, o Executivo registra que no ano de 2017 já houve mais repasses do que o todo ano passado.


Em razão destes problemas e de atrasos nos salários dos colaboradores da Apae – são 44 pessoas, incluindo psicólogo, nutricionista, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional –, a direção da entidade realizou duas mobilizações nesta terça-feira. Uma ocorreu em frente à Prefeitura. E a outra, no começo da noite, na Câmara de Vereadores de São Leopoldo. A direção teme ter de paralisar os atendimentos das 320 crianças da Apae. “Estamos com a situação num patamar insustentável. Já fizemos os últimos esforços, com a mobilização dos pais. Agora, tivemos de fazer essa mobilização para tentar sensibilizar o prefeito”, conta a diretora executiva, Ana Lúcia Eggers.


Os maiores problemas iniciaram na metade do ano. Com problemas no caixa, a Prefeitura começou a atrasar repasses. “Desde agosto estamos tendo reuniões e conversas com diretores e secretários da Prefeitura. Sabemos de todas as dificuldades financeiras do município e do Estado. Mesmo assim, temos nossos compromissos e as soluções não foram aparecendo”, relata Ana Lúcia. Na contabilidade da Apae, são mais de R$ 200 mil em aberto e que estão impactando no fluxo administrativo e financeiro. “Estamos com água e energia elétrica em dia. Mas tivemos de mobilizar pais num esforço de pagar os vales dos funcionários. Não sabemos como ficará o 13º salário”, admite.


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Ela relata que, nesta semana, havia a previsão de repasse de R$ 80 mil, mas apenas R$ 21 mil haviam sido depositados. Além das demandas normais, a Apae acabou recebendo novas atribuições ao longo do ano, como serviço de fonoaudiologia, e isso também representou novos custos a serem honrados. “Não podemos impedir que os colaboradores parem de trabalhar por falta de salários. O trabalho vai seguir normalmente nesta semana, mas precisamos ter nossa situação resolvida”, finaliza.


PREFEITURA DE SÃO LEOPOLDO


A Prefeitura de São Leopoldo confirma que existem valores em atraso, contudo, os números apresentados pela Apae são diferentes da contabilidade da Prefeitura. Isso porque, existem recursos que só poderão ser contabilizados ao final do ano, e que deverão ser repassados em janeiro de 2018. No planejamento do Executivo, o maior valor em atraso é de R$ 51 mil referente ao terceiro trimestre de 2017, com origem no Fundo Municipal de Saúde (FMS). Este montante tem projeção de ser pago até 28 de dezembro.


Existe também uma verba de R$ 14 mil de junho de 2017 vinculada à Secretaria Municipal de Educação. Há também uma pendência menor com origem no governo federal, que está em atraso desde agosto de 2017.


O Executivo destaca que, em 2016, a Apae recebeu R$ 699.616,36. Já em 2017, até 11 de dezembro, Prefeitura e FMS já depositaram R$ 864.147,83, num acréscimo de R$ 150 mil. “Sabemos dos atrasos, mas é preciso que a comunidade entenda que existem valores que ainda não foram pagos pois são referentes ao final do ano. Precisamos encerrar o período e acertar em janeiro”, frisa o secretário adjunto da Secretaria Municipal da Fazenda, Roberto Ostermann.


A crise nas finanças de São Leopoldo é conhecida e os problemas são corriqueiros. Em novembro, por exemplo, o Portal Martin Behrend registrou que por falta de manutenção, a van que transportava crianças surdas de São Leopoldo para a Escola Keli Meise Machado, em Novo Hamburgo, ficou sem rodar. E os alunos deixaram de frequentar as aulas. Alguns dias após a publicação no Portal Martin Behrend, a situação foi nornalizada. A reportagem está no link: http://www.martinbehrend.com.br/noticias/noticia/i...

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