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Empresário ícone da exportação de calçados brasileiros faz discurso de otimismo nos 45 anos do IBTeC

IBTeC comemorou 45 anos de história reunindo lideranças nacionais do calçado e políticos do Vale do Sinos

01 de Dezembro, 2017 às 10:39

Claudio Strassburger falou em nome dos ex-presidentes da entidade. IBTeC/Divulgação

“A produção de calçados tem um ciclo. Observamos isso em vários países, onde as fábricas chegaram e foram embora. Mas aqui no Brasil ocorre algo diferente. Estamos conseguindo manter a produtividade através do esforço de nossos empresários. A melhor solução para seguirmos com a produção de calçados em alta é a exportação”. Com esse olhar de otimismo, o empresário Claudio Ennio Strassburger, 89 anos, falou a cerca de 300 convidados presentes na comemoração dos 45 anos do Instituto Brasileiro de Tecnologia do Couro, Calçado e Artefatos (IBTeC).


O almoço de aniversário foi realizado nesta terça-feira (28.11) no Restaurante Panorâmico da Fenac. Diversas lideranças nacionais do calçado estiveram presentes, como presidentes de entidades ligadas ao couro e ao calçado, promotores de feiras calçadistas, ex-presidentes do IBTeC, empresários calçadistas, políticos do Vale do Sinos, entre outros convidados.


Em relação à manifestação se Strassburger no evento do IBTeC, na década de 1970 ele colocou o Vale do Sinos no mapa mundial da produção de calçados através da exportação bem-sucedida de produtos Made in Brazil. Considerado por muitos como o Patrono da Exportação de Calçados, ele lembra que sua empresa não foi a primeira a exportar no Brasil. “Fomos os pioneiros a exportar com sucesso e a continuar vendendo para o exterior'’, frisa.


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Para poder exportar, qualificar e desenvolver os materiais, era necessário evoluir na produção de calçados. Por isso, em 1972, nasceu o Instituto Brasileiro do Couro, Calçados e Afins (IBCCA). Mais tarde, passou a ser o Centro Tecnológico do Couro, Calçados e Afins (CTCCA). Até o atual momento, como Instituto Brasileiro de Tecnologia do Couro, Calçado e Artefatos (IBTeC), com sede no bairro Ideal, em Novo Hamburgo.


INVESTIMENTOS, CONFORTO E CERTIFICAÇÕES


Uma parcela significativa dos investimentos do Instituto Brasileiro de Tecnologia do Couro, Calçado e Artefatos (IBTeC) até o ano 2020 estarão focados em pesquisa e desenvolvimento de produtos para as indústrias calçadistas. O anúncio foi feito pelo presidente executivo da entidade, Paulo Griebeler, na comemoração dos 45 anos da instituição. “Nosso propósito é contribuir para agregar valor aos produtos produzidos no Brasil, tanto para mercado interno quanto para exportações”, afirma Griebeler.


O IBTeC tem acreditações junto às instituições certificadoras do Brasil e do exterior: acreditação CGCRE do Inmetro - Instituto Nacional de Metrologia; acreditação pelo Instituto Satra (Inglaterra); credenciamento pela CPSC-EUA, instituição que regulamenta e fiscaliza a segurança de produtos de consumo dos Estados Unidos; certificação do MTE - Ministério do Trabalho e Emprego; certificação da ISO 9001:2008; reconhecimento da Rede Metrológica do RS. Todos os procedimentos do IBTeC são orientados também pelas normas ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas.


O Instituto ainda é autorizado por diversas empresas internacionais a realizar ensaios em seus produtos, este é um reconhecimento pelo compromisso e expertise desenvolvidos continuamente ao longo destes 45 anos de história.


Com uma equipe composta por doutores e mestres em Biomecânica, o Laboratório de Biomecânica do IBTeC realiza pesquisas voltadas à produção de calçados e componentes que agregam atributos como: conforto, performance, saúde e segurança para os pés dos consumidores. O laboratório atua também na avaliação de materiais que serão usados como componentes, e certifica sapatos funcionais, como de segurança e esportivos, por exemplo.


O Brasil é pioneiro na criação de normas técnicas para quantificar o conforto oferecido por um calçado e da metodologia para fazer esta medição. Hoje o país tem 28 normas de conforto publicadas, sendo sete para calçados (ensaio completo conforto; massa do calçado; distribuição de pressão plantar; temperatura interna do calçado; índice de amortecimento do calçado; índice de pronação do calçado; percepção de calce e 21 normas para a avaliação de componentes como solados, palmilhas e forros.

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