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Hamburguense é baleada dentro do seu carro e morre em cruzamento no bairro São Jorge

Após tiros na motorista, carro bate eu com força em poste de energia elétrica

28 de Novembro, 2017 às 22:39

Perícia chegou por volta das 22 horas para realizar seu trabalho em mais um caso de violência

A hamburguense Lili Momberger, 55 anos, tinha avisado a uma amiga que estaria chegando em dois minutos. Moradora da rua Joaçaba, perto do Colégio Senador Pasqualini, no bairro São Jorge, o trajeto não levaria cinco minutos até o destino projetado. Contudo, quando o telefone celular da amiga tocou, era a Brigada Militar informando o pior: Lili tinha sido baleada e estava morta.


Mais um triste episódio de violência foi registrado na esquina das ruas Engenheiro Jorge Schury e Anchieta, a uma quadra da avenida Victor Hugo Kunz. Lili foi baleada - pelo menos um tiro perfurou a região do peito - e acabou não resistindo. Após ser atingida, ela ainda sofreu com o forte impacto do veículo Renault Duster, placas IWK 4185, de Taquara, contra um poste de energia elétrica. "A luz chegou a piscar, tamanha a força do impacto", relata uma moradora da rua. A suspeita inicial é de latrocínio - homicídio com objetivo de roubo, ou roubo seguido de morte. O crime ocorreu por volta de 21 horas,


A reportagem do Portal Martin Behrend esteve no local. As marcas da violência estão nos vidros do carro, com uma bala tricando o vidro do motorista. Moradores foram alertados pelo barulho do impacto, julgando ser apenas mais um acidente de trânsito. Quando chegaram ao local, encontraram Lili ainda com vida. Uma testemunha relata que a equipe da Samu levou mais de 20 minutos para chegar até o local, sendo que a vítima ficou consciente por quase todo este período.


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O local foi isolado pela Brigada Militar para atuação dos investigadores da Polícia Civil. A equipe da perícia chegou por volta das 22 horas. Moradores saíram de suas casas para acompanhar o trabalho dos policiais revoltados com a falta de segurança. O atual companheiro de Lili também veio até o local, mas não conseguia entender que a poucos instantes estava ao lado de Lili, com vida, e agora estava ali vendo sua parceira morta dentro do carro. Lili trabalhava como terapeuta e pelos amigos era conhecida como Lica.


A violência não tem hora, nem local. Mais uma inocente morta. Mais uma cidadã trabalhadora que tem sua vida estraçalhada. Mais um número para a estatística da selvageria que se transformou o Brasil há alguns anos.

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