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Ingenuamente feliz

Como ele não sabia dos riscos, era ingenuamente feliz, trabalhava com prazer, se divertia, era amigão, e sonhava.

25 de Novembro, 2017 às 08:58

Olaf, o simpático personagem do filme Frozen. Reprodução

Feliz, ele ajudava a todos, defendia o seu grupo dos mal-intencionados, e era de uma fidelidade extrema. Num lugar inóspito como ele vivia, mal sabia ele que era fruto do próprio ambiente, e que se tudo melhorasse, sua existência corria perigo. Poderia desaparecer. Mas como ele não sabia dos riscos, era ingenuamente feliz, trabalhava com prazer, se divertia, era amigão, e sonhava. Sonhava muito.


Vivendo no meio do gelo, sonhava com dias na praia, passeando a beira mar, e bronzeando sua alvíssima pele. Tudo completamente inviável. Mas ele não sabia, e não sabendo, vivia feliz. Mas um dia, chegou a solução para o lugar onde vivia: uma lágrima do mais puro amor, entre duas irmãs, acabou com a maldição do congelamento.


Aos poucos começaram a aparecer os gramados, as florzinhas já arriscavam uma olhadela para o céu, mas o nosso amigo começou a diminuir de corpo. Não entendia o que se passava, já não tinha tanta vontade como antes, até o nariz parecia ainda maior. E, na medida em que o ambiente se tornava tão alegre, ele estava definhando.


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Foi quando a menina que tivera a maldição de congelar tudo que tocasse, e agora queria ver todos felizes, vendo o problema, criou uma nuvenzinha de neve que ficasse para sempre sobre o nosso amigo. Onde quer que ele fosse para ir recompondo, todo o tempo, o seu corpo gordinho e alvo.


E assim, o nosso amigo podia ir onde quisesse, ate mesmo na praia, a nuvenzinha acompanhava o nosso amigo, o boneco de neve Olaf.


No maravilhoso filme Frozen, esse personagem cativou minhas atenções, e é sempre nele que penso quando alguém me diz que qualquer sonho é impossível. Ter sido feliz, deixar os outros felizes, ajudar o próximo, ser fiel, foi o que ele fez para merecer a sua nuvenzinha.


Como meu mascote, ele tem o seu lugar reservado no meio dos bichinhos de pelúcia do quarto dos nossos netos. E eles sabem: o Olaf é da vovó!

Autor

Edela Land

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