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Vice-presidente do PMDB de Novo Hamburgo deixa partido após 22 anos de militância

PMDB realizará na próxima semana eleição para cargo em aberto. Vereador é o primeiro candidato ao posto

17 de Novembro, 2017 às 09:16

O PMDB de Novo Hamburgo perdeu uma de suas mais combativas militantes. Até então vice-presidente da sigla, Maria da Graça Steigleder, 61 anos, comunicou sua desfiliação. Ela tinha mais de 22 anos de envolvimento com o partido, tendo participação ativa em diversos movimentos internos. “Tem muito cacique para pouco índio. Alguns nomes não querem modificar os rumos do PMDB. Não estou desiludida com a política, mas com alguns políticos”, justificou.


Maria da Graça gostaria de ter disputado a presidência do PMDB. Na corrida eleitoral, ela iria concorrer com o ex-prefeito Paulo Ritzel e com Márcio Lüders, que é advogado e atua no gabinete do vereador Raul Cassel. Contudo, o partido buscou a conciliação, ficando Lüders como presidente e Maria da Graça na vice-presidência. “Faltou honestidade com os princípios e valores do PMDB. Além disso, esperava mais companheirismo”, destaca.


Ela destaca que sua saída não tem relação direta com algum vereador – o PMDB tem a maior bancada da Câmara, com Raul Cassel, Gerson Peteffi, Sergio Hanich e Inspetor Luz. “É um problema de visão do partido. Poderíamos ter atuação maior nos bairros, com mais gente. Estava começando a ficar cansada e até com problemas de saúde em razão de situações que vinha observando”, complementa. Maria da Graça disse que ficará um tempo sem partido até definir se atuará em outra sigla.


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ELEIÇÃO


O PMDB tinha programado para a noite desta quinta-feira a definição do novo vice-presidente do partido em Novo Hamburgo, já que o cargo ficou vago. Na reunião do Diretório Municipal, ontem à noite, foram debatidos vários temas do interesse do partido. O Diretório decidiu que a eleição será realizada na próxima quinta-feira, 23 de novembro, em uma reunião extraordinária, dando tempo para que os interessados realizem sua inscrição e campanha. Até o momento, o único candidato a vice-presidente é o vereador Sérgio Hanich.


Em relação à saída de Maria da Graça, Lüders considera absolutamente normal dentro de um partido. “No próprio nome da sigla nome já falamos em democrático. No PMDB as decisões são tomadas em grupo. Não tomamos decisões pessoalizadas”, destaca. “As pessoas têm total liberdade de concordar, discordar. E tomam suas decisões conforme suas vontades. Temos de respeitar a decisão dela e agradecer a contribuição”, finaliza.

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