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A gente se acostuma com tudo

No caso dos coletivos que querem entrar na Bento Gonçalves, quase na frente da Socaltur: eles não têm vez!

13 de Novembro, 2017 às 11:57

No Brasil, em poucas cidades os ônibus têm prioridades no trânsito. Divulgação

Sempre nos dizia minha mãe: a gente se acostuma com tudo. Se alguém colocar um obstáculo na entrada da casa, e não se tirar no primeiro ou segundo dia, a gente acaba por se acostumar e a contornar como se natural fosse.


Então, a primeira vista é muito importante, ela faz a diferença. Quando chegamos a algum lugar novo, vemos logo coisas boas ou ruins, mas diferentes daquelas nossas de cada dia. Depois nos acostumamos e não as vemos mais. Assim também quando se fica um tempo fora, na volta, a gente parece que vê a cidade pela primeira vez, e algumas coisas saltam aos olhos. E é isso que me aconteceu dessa vez, depois de um tempo maior fora.


A prioridade aos coletivos no trânsito – nem sei se isto é lei aqui ou não, mas na Europa sempre que um coletivo tenta entrar numa rua, os carros devem dar prioridade ao mesmo. Como no caso dos coletivos que querem entrar na Bento Gonçalves, quase na frente da Socaltur. Eles não têm vez! Ninguém para! Daí eles têm de atirar os ônibus diante dos carros, como que impondo quem é o maior! O motivo é que um carro pode levar no máximo quatro ou cinco pessoas, um coletivo mais que 20. Então, quem deve ser prioritário?


Na Califórnia, só os carros com três ou mais ocupantes é que podem usar a pista de trânsito mais rápido, nas auto-estradas. Os demais devem permanecer nas demais pistas. Nesse caso também vale a prioridade de quem está levando mais pessoas. E o custo de uma infração desse tipo é muito pesada, porque houve muitos espertos que fizeram o comércio de bonecos infláveis florescer!


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A faixa de segurança é outra coisa que parece só funcionar em Gramado, e no Salgado Filho! Em Novo Hamburgo, são poucas as pessoas que sabem para que serve: fora da sinaleira, se tiver uma pessoa atravessando na faixa de segurança, o carro deve parar! Não que isso signifique que nas sinaleiras, se pode jogar o carro em cima das pessoas. Mas também as pessoas devem saber que se deve esperar o sinal abrir para os pedestres. Sugiro que a Guarda Municipal faça uma operação-esclarecimento para as pessoas em cruzamentos como os da Joaquim Nabuco com Bento Gonçalves.


E a ultima observação é quanto à frota de carros que se vê circulando pela região central de Novo Hamburgo. É uma frota de carros novos, caros, muitíssimas camionetes, reluzentes, brilhantes! Certo é que os brasileiros têm uma paixão por carros, e por isso ficam lavando e polindo o carro como em nenhum outro lugar do mundo. Mas uma frota dessas é digna de se ver em cidades como Munique, Frankfurt, Paris. Roma e Milao já não é assim. Em cidades menores, nem pensar. Fica difícil identificar a nossa crise, que de fato existe, olhando por este lado.


Mas agora já estou me acostumando ... se deixo ônibus entrar, levo buzinadas. Se atravesso sem ser sinal verde para pedestres, ficam me olhando, rindo da babaca. E o carro? Bom, esse eu também lavo de vez em quando e fico polindo!

Autor

Edela Land

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