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Novo Hamburgo conviveu em 1953 com a crise da falta de banha e arroz

Comissão de hamburguenses foi criada para resolver o problema no abastecimento junto ao governo estadual

15 de Outubro, 2017 às 09:06

Reportagem na capa do jornal O 5 de Abril registrou o problema em março de 1953

Na sua história, o município de Novo Hamburgo já teve algumas crises e períodos críticos: falta de farinho de trigo e sumiço dos pães, escassez de água, racionamento de energia elétrica, greves setoriais. Nesse rol de eventos, é preciso incluir a “Crise da falta de banha e arroz”. Essa situação foi registrada em março de 1953. E trouxe muita dor de cabeça para a comunidade.


Na capa da edição de 27 de março de 1953, o jornal O 5 de Abril – o primeiro jornal de Novo Hamburgo – trouxe a manchete: “Falta de banha e arroz”.


Confira a seguir a reportagem na íntegra relatando o problema – com as atualizações gramaticais:


Em todo o país as consequências inexoráveis de uma gestão econômica em bases errôneas estão tomando vulto cada vez maior e mais desastroso. Nesta cidade, a falta quase completa de artigos indispensáveis, principalmente a banha e o arroz, eleva o descontentamento popular ao ponto de oferecer aos elementos extremistas o terreno propício para a sua propaganda deletéria.


Em face da ameaça eminente de ser esta cidade envolvida nas malhas pérfidas da greve, os condutores do operariado, através dos sindicatos de classe secundados pelo Prefeito Municipal, tomaram a iniciativa de salvaguardar a tranquilidade no seio da família comunal.


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Com esse desiderato pela frente, realizaram segunda-feira última uma reunião, que teve lugar na sede da Associação Comercial. Após focalizar-se, com realismo e sem rodeios, a verdadeira situação, foi constituída uma comissão para, junto aos poderes superiores, pleitear as medidas imprescindíveis para o abastecimento local, principalmente de banha e arroz, cujas cotas estão reduzidas a quantidades irrisórias.


Terça-feira última viajou, assim, à Capital do Estado, numerosa caravana com a incumbência de encaminhar medidas capazes de conjurar a deflagração da greve. Quanto à banha, voltaram os emissários com a promessa de imediata solução, porém, quanto ao arroz, somente há perspectivas para um abastecimento dentro de alguns dias, do tipo popular, aliás o mais preferido pelos consumidores.


Ao que tudo indica, o desfecho dos “démarches” se encaminham para uma solução satisfatória, evitando-se, assim, um mal de imprevisíveis consequências.

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