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Comprovado: a CBF só pensa em resultados... financeiros!

Despedida da seleção das Eliminatórias para Copa da Rússia ficou marcada pela maior renda da história do futebol brasileiro

11 de Outubro, 2017 às 15:29

Atacante Gabriel Jesus esteve em campo na partida disputada no Allianz Parque. Ale Vianna/Agência Eleven/Gazeta Press

O futebol segue sendo uma das paixões do tão sofrido povo brasileiro. A seleção brasileira segue garantindo a alegria de seu povo, principalmente depois que o gaúcho Tite assumiu o comando da equipe e devolveu a essência do futebol aos canarinhos. Apesar de, dentro de campo, a seleção encantar com Neymar Jr., Gabriel Jesus, Phillipe Coutinho e companhia, na área administrativa o turbilhão de problemas e corrupção cada vez assusta mais aos brasileiros.


A despedida da seleção nas Eliminatórias para a Copa da Rússia com goleada de 3 a 0 sobre a seleção do Chile, jogando no Allianz Parque, em São Paulo, parece que ficou diminuída perto da renda da partida. O jogo registrou a maior renda da história do futebol brasileiro: R$ 15.118.391,02 para um público de 41.008 presentes. Em uma conta básica, a média do valor do ingresso superou os R$ 368,00.


Importante ressaltar que ninguém foi obrigado a pagar esse valor, mas chama a atenção como os cartolas que “comandam” o futebol brasileiro são sedentos por arrecadação em grande escala. Poderia se ter pensado em uma despedida com grande festa, com preços populares, promoção aos mais carentes, mas não, preferiram elitizar o público do estádio. Vale ressaltar novamente que todos que pagaram o ingresso estavam no seu direito, mas é impossível acreditar que um pai de família, fanático pela seleção de seu país, não tenha vontade de assistir no estádio a equipe desfilando o futebol. Porém, como ele vai levar seu filho pequeno e desembolsar mais da metade de um salário mínimo para isso.


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Os valores do esporte, principalmente no futebol, estão invertidos. Ingressos caros, salários milionários, disputas com cifras exorbitantes por transmissões televisivas. Tudo isso parece diminuir o caráter competitivo do esporte, criado como mais uma forma de lazer para as comunidades ao redor do mundo.

Voltando ao tema CBF e seus cartolas, não poderíamos esperar nada de uma diretoria recheada de problemas, investigada até o pescoço. Urge a necessidade de renovar a moral do futebol, de pensar no povo e fazer o futebol para o povo, sem buscar o benefício pessoal e o enrequecimento dos dirigentes

Autor

Cássios Diogo Schaab

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