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Bom senso

Quantas situações poderiam ser melhor administradas se houvesse a presença deste bom senso.

10 de Outubro, 2017 às 16:32

Filósofo alemão Immanuel Kant e o "imperativo categórico". Divulgação

Bom senso. É uma atitude que prezo muito. Quantas situações poderiam ser melhor administradas se houvesse a presença deste bom senso.


Vemos por aí tantas pessoas que não conseguem se condicionar para resolver situações banais e corriqueiras aferrando-se ao legalmente correto quando poderiam resolver as questões pelo politicamente recomendável.


Já o filósofo alemão Immanuel Kant (1724-1804) pensava que é dever do indivíduo se comportar segundo um código moral interno que existe em todas as pessoas. Segundo Kant, não existe o “bom senso” mas sim e somente o “imperativo categórico”. Ele exige que se pratique determinada ação sem questionar se ela é adequada e se irá produzir contentamento. Para o “imperativo categórico” a lei moral tem a mesma força absoluta que a lei natural.


Há sempre um dilema ético quando existir a alternativa entre dois caminhos a serem tomados. É então que o nosso mais intimo conceito deve prevalecer, depois que os valores e normas forem discutidos e examinados, para justificar uma escolha de maneira ética e racional. Quer dizer, com bom senso.


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Mas é sempre necessário justificar as ações de acordo com os princípios éticos gerais. Especialmente na política e na vida pública. Dizer que a honestidade é a melhor conduta – a verdade, sempre a verdade nua e crua – pode ser muito ético para os psicoterapeutas. Mas quantas vezes precisamos nos valer da “mentira piedosa” para administrar situações, ou seja, usar o bom senso eventual?


Pois é por isso que entendemos que o bom senso, o utilitarismo, também presidirá o julgamento de uma ação, decidindo se ela é boa ou má à luz das normas e conceitos gerais – quando o direito de um cessa e onde começa o direito do outro.


O importante então é que haja flexibilidade na nossa conduta – nossa e na dos outros também, porque ninguém vai ficar tomando porrada o tempo todo – cuidando para usar sempre de preferência o bom senso “light” do politicamente recomendável em detrimento do antipático e tão germânico “imperativo categórico”.

Autor

Claudio Behrend

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