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De companheira a concorrente

A mulher transformou-se, evoluiu da figura divina de companheira e está aí a definitiva e consagrada presença da concorrente

21 de Setembro, 2017 às 14:40

Mulheres no poder: a procuradora geral da República, Raquel Dodge, e a presidente do STF, Cármen Lúcia. Fotos Divulgação

E disse o Senhor Deus: “Não é bom que o homem esteja só, far-lhe-ei uma companheira que esteja como que diante dele”, (Gênesis, 2.18). E assim criou-se a companheira chamada mulher.


Estavam tranquilos no Jardim do Éden, que é como se chamava o Paraíso, mas a companheira não se conteve, comeu a maçã oferecida pela serpente e ficaram conhecendo o bem e o mal. Então, Adão acasalou com a companheira – viu que era bom –, tiveram filhos e bem, todo mundo sabe no que deu e está dando até hoje este companheirismo multiplicado.


Mas o que Ele não previu é que esta função de companheira se transformasse ao longo dos anos e milênios, desembocando numa eficiente e mui saudável concorrência.


De fato, a evolução social, o crescimento cultural e técnico, a independência da mulher, permitiu-lhe a conquista de um novo espaço, ampliando sua atuação para além das rotineiras e consagradas atividades domésticas, quer dizer, multiplicou-se através da sua capacidade de luta e do seu imenso poder de renúncia e adaptação.


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Pois então que a partir da secular atividade agrícola é notavelmente comprovada a força da mão de obra feminina, praticamente igual a do homem. Mas esta atuação espraiou-se muito mais e desde a sua primeira presença na área administrativa dos negócios até então uma atividade exclusivamente masculina, ela saltou para as linhas de produção no interior das fábricas, conquistou espaços e chegou definitiva e inexoravelmente ao topo da área de comando, das tomadas de decisão, da imposição de opinião, da conduta, da cultura psicossocial dos grupos em todos os campos, em todos os sentidos da vida.


Quer dizer, a mulher transformou-se, evoluiu da figura divina de companheira e está aí a definitiva e consagrada presença da concorrente. Certamente é este novo perfil que compõe o seu atualmente tão badalado empoderamento.


E não será nenhum grande disparate ou desbragada epifania imaginarmos a chegada da mulher ao comando do mundo. Tenhamos os homens a humildade de admitir, certamente ficaria um mundo bem mais meigo e carinhoso e elas assomassem ao poder de tudo.


Em todo caso, sei não, mas acho que dá para arriscar, quem viver, verá!

Autor

Claudio Behrend

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