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Advogado de Novo Hamburgo se prepara para ser pré-candidato a governador pelo PP

Cerca de 30 prefeitos e dois deputados estaduais são apoiadores do nome que representa renovação da sigla

01 de Setembro, 2017 às 16:26

O próximo dia 28 de setembro deve representar um marco na trajetória pessoal e profissional do advogado tributarista Antonio Claudemir Weck, 53 anos. Nesta data, está programada sua filiação ao Partido Progressista (PP) de Novo Hamburgo. Diversas lideranças progressistas foram convidadas a prestigiar o momento, entre elas a senadora Ana Amélia Lemos (PP).


Mas não é uma simples adesão a uma agremiação política. Ele mira outubro de 2018: Weck pretende se lançar como pré-candidato a governador pelo PP. “Sou conhecido por ter posicionamentos, pela minha personalidade forte e, principalmente, por ser um homem de ação. Acredito que possa contribuir para nosso Estado projetar seu futuro”, avalia.


Entre as sinalizações de apoio já recebidas, estão cerca de 30 prefeitos do PP pelo Estado, dois deputados estaduais – um deles é João Fischer, o Fixinha – e outras lideranças regionais. Em outubro de 2018, o PP deverá investir forte na reeleição de Ana Amélia para o Senado. Já para disputar o Palácio Piratini, a sigla ainda não sabe se buscará um novo nome, apostará em nome tradicional do partido ou se buscará compor alguma chapa. Weck quer ser o nome da renovação.


Natural de Porto Alegre, Antonio Weck tem grande relação com Novo Hamburgo. No passado, foi modelista técnico de calçados e ajustador mecânico em empresa do município. Atualmente, ele tem seu escritório de advocacia em prédio na Rua Bento Gonçalves, onde também está outra empresa que preside, na área de inteligência em soluções tecnológicas. Na juventude, militou no antigo MDB de Esteio.


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A situação que mais angustia o advogado é a falta de perspectiva do país. “Estamos com muita retórica e pouca ação. Precisamos buscar nosso protagonismo, tanto Brasil como Rio Grande do Sul”, comenta. Na visão de Weck, a transformação passa por grandes investimentos na educação e na forma de ensino às novas gerações. “Essa qualificação é fundamental”, acrescenta.


Weck projeta que o próximo governador deverá ter a capacidade de preparar o Estado para o futuro. “Não vai adiantar fazer promessas. O governo não consegue nem pagar os salários em dia dos servidores. Nosso Estado precisará ter uma agenda mínima para que consigamos nos preparar para acelerar o desenvolvimento”, detalha. Ele acredita que a força do PP no interior pode fazer a diferença e vislumbra crescimento na Região Metropolitana, onde, por exemplo, a sigla tem o vice-prefeito de Porto Alegre, Gustavo Paim, e o prefeito de Esteio, Leonardo Pascoal.


O advogado conta que escolheu PP por algumas linhas programáticas, como uma visão mais liberal de lideranças da sigla, embora ele destaque que os próprios partidos precisem se adequar à realidade. Entre pontos que ele defende, está uma menor intervenção do Estado e menos assistencialismo. “Criaram um conceito de que o Estado precisa fazer tudo, oferecer tudo, gerenciar tudo. E, dessa forma, as pessoas não se consideram responsáveis por certas questões na sociedade”, reflete. “Precisamos dar mais independência à população e fazer menos assistencialismo”, resume.


Formado em Direito pela Unisinos, casado, pai de dois filhos e morador de Novo Hamburgo, Antonio Weck está na contagem regressiva para este novo desafio. Na sua caminhada será preparada uma cartilha com 11 compromissos da sua caminha político – mesmo número do partido. “Acredito na criação de uma agenda estável para garantir um futuro mais próspero para nosso Estado”, finaliza. Como se vê, a disputa pela sucessão do governador José Ivo Sartori (PMDB) está esquentando. E pode ter um candidato com alma hamburguense no páreo.

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