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Os Luizes

Uma inquietante relação histórica de ascensão e queda entre um Luis da França, um Luiz da Alemanha e um Luiz do Brasil

05 de Agosto, 2017 às 17:32

Luis XIV da França, Luis II da Baviera e Luiz Inácio Lula da Silva, do Brasil. Fotos Divulgação

Na onda de “era uma vez” parece que as historias se repetem.


LUIS XIV, da França, começou a construção do Palácio de Versalhes com a intenção de sair fora de Paris, infestada de tumultos e doenças, e criar um grande controle do pais pela nobreza. Luis XV e Luis XVI continuaram e ampliaram essa construção, cujo custo tirou a pele dos franceses. Ainda mais, o custo da manutenção do ostentoso palácio custava aos cofres muito mais que os cofres podiam. Era o maior palácio do mundo, o mas vistoso e elegante, com muitas festas da corte, e podemos dizer que foi o auge da ostentação francesa.


E estava localizado fora de Paris, porque ali, no meio do povo, isso seria impossível. Era no Palácio que o rei morava, era também a sede do governo e o local das festas comentadas no mundo inteiro. Isso aconteceu de 1682 a 1789, quando começou a Revolução Francesa, onde os custos do Palácio foi um dos motivos. O povo estava com fome e, entres outras invasões, em 1789, acabou acontecendo uma invasão de mulheres famintas e enraivecidas exigindo que o rei voltasse à Paris, criasse e obedecesse uma Constituição. Fim da monarquia.


LUIZ II (Ludwig II), rei da Baviera (1845-1886) era um adolescente complicado e revoltado, quando teve de assumir o reinado inesperadamente, pela morte de seu pai. Era de tendência homossexual, sem consciência disso, e totalmente amargurado pelas suas preferências. Dois anos depois de tornar-se rei, a Baviera foi subjugada pela Prússia, e depois absorvida pelo Império Alemão. O rei ignorava todos os problemas de Estado, se isolando no poder e na vida, e passou a idolatrar a monarquia absoluta.


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Construiu castelos e castelos, entre eles o Neuschwanstein e uma réplica do Palácio de Versalhes, a custo do povo que já não aguentava mais os devaneios do rei, que beiravam a demência. O povo estava pobre, faminto, e o rei não lhes dava a menor importância, nem aos seus conselheiros. Ate que um dia o rei foi deposto. Dois dias depois foi para o lago e ali morreu.


LUIZ INACIO LULA DA SILVA (2003-2011), era um trabalhador de família humilde, que perdeu um dedo numa maquina ao trabalhar, e partir de então, invalido para o trabalho, começou a liderar sindicatos de trabalhadores, e entrou para a politica, num partido novo para os trabalhadores PT. Era a esperança daqueles que estavam cansados de tudo que tinham vivido ate então, do coronelismo, da corrupção, etc. Quando finalmente foi eleito presidente, construiu a mais engenhosa rede de corrupção jamais vista, empobrecendo toda a nação através do fechamento de indústrias, de eliminação de empregos, e dando uma esmola para o povo mais pobre para que este se mantivesse como a sua massa de manobras para perpetuar o partido no poder.


A classe média ficou cada vez mais pobre, e os pobres sem perspectiva nenhuma. Foi o mais verdadeiro traidor do povo. E assim, esse foi à rua e exigiu que o partido saísse do poder. O castelo dos emaranhados que ele construiu ainda esta em pé, mas aos poucos começa a ruir. Nem mesmo para visitas de turistas, com ingressos, a exemplo dos outros castelos, servirá. Porque foi um castelo de artimanhas e alianças criminosas.

Autor

Edela Land

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