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Professores estaduais farão greve. Sartori segue humilhando quem ensina as crianças gaúchas

Professores que têm a missão de ensinar crianças e adolescentes gaúchos seguem humilhados pelo governo estadual

01 de Agosto, 2017 às 15:14

Governador vai completar três anos de mandato sem achar solução para o funcionalismo. Divulgação

Por princípios, sou contra greves e bloqueios. As badernas costumam prejudicar quem nada tem a ver com este tipo de protesto. Não considero justo prejudicar terceiros para reivindicar interesses pessoais ou restrito a alguma categoria. Só que no Rio Grande do Sul a situação passou dos limites. Já são 20 parcelamentos de salários dos servidores do Executivo desde janeiro de 2015. Em Assembleia Geral nesta terça-feira, educadores decidiram por greve até sexta-feira (04.08), quando haverá nova assembleia para definir os rumos da paralisação. O movimento é coordenado pelo CPERS Sindicato.


Aqui não está se discutindo alguns marajás do funcionalismo público nem premiações que transformaram alguns servidores inativos em pequenos milionários. O fato é que os servidores da educação e da segurança pública, por exemplo, trabalham por 30 dias e têm o direito básico, elementar, justo e inquestionável de receber em dia os respectivos vencimentos.


O governador José Ivo Sartori (PMDB) aplicou Tarifaço e tornou a vida dos gaúchos ainda mais cara. Sartori ganhou a possibilidade de protelar o pagamento da dívida com a União. Sartori está tendo uma safra agrícola maravilhosa, com aumento da geração de tributos no agronegócio. Mesmo com tudo isso e a caminho de três anos de mandato, ele não consegue pagar em dia os salários dos servidores.


O secretário estadual da Fazenda, Giovani Feltes (PMDB), usa da sua retórica e eloquência para dramatizar a situação das finanças gaúchas. É de conhecimento que falta dinheiro para honrar todos os compromissos. Contudo, o que se espera de governantes comprometidos é capacidade de buscar soluções.


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O que esperar do ensino e do trabalho de professores que, por 20 meses, recebem seus salários atrasados? Os professores atrasam contas, deixam de quitar o aluguel, pagam juros, pedem empréstimos, perdem o sono tentando se virar. E são esses profissionais humilhados por Sartori que irão enfrentar escolas sucateadas, alunos agressivos, salas de aula detonadas. Oferecendo aos professores um ambiente hostil e nada convidativo, o governo estadual pretende transformar a educação das crianças e adolescentes gaúchos.


A greve é um grito de desespero. De quem é maltratado pelo governo Sartori e pelo homem de cofre, Giovani Feltes. Atrasar por 20 meses os salários é criminoso. Aliás, a criminalidade começa onde não se tem educação e ensino valorizados. A violência é um dos resultados objetivos da epidemia de parcelamentos do governador gaúcho.

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