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Gravações envolvem a presidente da Fundação de Saúde Pública de Novo Hamburgo

Prefeitura de Novo Hamburgo trata o caso como gravações ilícitas e clandestinas

10 de Julho, 2017 às 22:10

Claudia Schenkel aparece falando em diversas gravações.

A segunda-feira foi de turbulência na área da saúde em Novo Hamburgo. O Portal Martin Behrend teve acesso a gravações com diversas manifestações da presidente da Fundação de Saúde Pública de Novo Hamburgo (FSNH), Cláudia Schenkel, QUE estremeceram o governo da prefeita Fátima Daudt (PSDB). Nas gravações, diversos temas são abordados, entre eles a atuação da vereadora Patrícia Beck (PPS) – Cláudia foi indicação da parlamentar –, o secretário de Obras, Faisal Karam, e sua candidatura a deputado estadual em 2018, problemas internos no Hospital Municipal de Novo Hamburgo, avaliação de servidores e CCs, e a indicação de cargos.


A reportagem do Portal Martin Behrend tentou contato com Cláudia Schenkel, mas ela preferiu não se manifestar. Segundo fonte consultada, ela estaria assustada com a divulgação das gravações. Num primeiro momento, não há graves denúncias nos áudios, mas o teor expõe diversos rachas e inquietações dentro do governo. Em outro episódio no Hospital Municipal, quando bandidos invadiram para matar um criminoso que estava internado em quarto da casa de saúde, Cláudia também ficou bastante abalada com o episódio. Não está descartado um pedido de demissão ou desligamento dela do cargo. Ela mesma admitiu que já colocou seu cargo à disposição da prefeita.


Em relação às gravações, que também foram encaminhadas por e-mail aos vereadores, a Prefeitura de Novo Hamburgo divulgou o seguinte comunicado:


“A Prefeitura de Novo Hamburgo informa que, ao ter tomado conhecimento, nesta data, de gravações ilícitas e clandestinas junto à presidência da Fundação Hospitalar, divulgadas em rede social, orientou que os áudios sejam encaminhados à autoridade policial, para as devidas providências.”



A segunda-feira também foi de outras duas notícia da FSNH. Uma envolve a sindicância interna realizada envolvendo casos com mortes. E a outra envolve a segurança na área da saúde do município.



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CONCLUSÃO DE SINDICÂNCIA


A Fundação de Saúde Pública de Novo Hamburgo vem através desta informar a conclusão das Sindicâncias abertas para apuração dos fatos ocorridos no Hospital Municipal e envolvendo o Pronto Atendimento (PA) Centro e Unidade Básica de Saúde (UBS) Canudos.


As Comissões de Sindicância foram compostas por grupos multidisciplinares envolvendo profissionais de diversas áreas da instituição e nestes casos específicos presididas por um integrante técnico (médico da área). Para a averiguação dos fatos, foram ouvidos diversos profissionais envolvidos direta ou indiretamente nos casos e analisados os documentos relacionados.


Referente à situação envolvendo o atendimento realizado na Unidade Básica de Saúde (UBS) Canudos no dia 30/05, a Comissão concluiu pelo prosseguimento do caso, para averiguações mais detalhadas sobre os possíveis responsáveis.


Quanto ao caso ocorrido na Unidade de obstetrícia do Hospital Municipal no dia 25/05, informamos que ao final das apurações, foi verificado pela Comissão o uso de todos os mecanismos e procedimentos disponíveis e necessários, concluindo-se assim, pelo arquivamento do caso.


Com relação ao atendimento prestado pelo Pronto Atendimento (PA) Centro no dia 24/06, a Comissão não verificou desassistência, sendo que foram utilizados todos os recursos, exames e procedimentos disponíveis e necessários para o quadro, encerrando-se assim a Sindicância.



SEGURANÇA NA ÁREA DA SAÚDE



A partir do dia 1º de agosto, a Fundação de Saúde Pública de Novo Hamburgo passa a contar com empresa de segurança especializada para atuar no Hospital Municipal, Pronto Atendimento (PA) Centro e Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Canudos. Os profissionais prestarão serviços de portaria de forma a atender as necessidades da instituição. Na sexta-feira, 07, a Direção reuniu-se com os setores envolvidos para reforçar as diretrizes que serão repassadas aos agentes.



O objetivo da contratação é proteger o patrimônio e principalmente garantir a segurança dos pacientes, empregados e demais pessoas que frequentam diariamente as dependências do Hospital e Unidades. Os profissionais receberão o público e servidores e controlarão a entrada e saída de veículos e de pessoas nas dependências da instituição, de forma a zelar pelo patrimônio e estar atento a situações suspeitas que possam trazer riscos aos locais.


A presidente da FSNH, Cláudia Schenkel, expõe que a necessidade de uma empresa especializada foi identificada logo no início da gestão. “Essa contratação faz parte da Campanha por uma Fundação mais segura, iniciada lá em fevereiro, onde já tivemos muitos avanços. Não podemos ter um Hospital que é referência para a região sem uma segurança adequada”, salientou.


O investimento da contratação é de 71,5 mil mensais, firmada por doze meses e realizada através de licitação. Os agentes atuarão em sete portarias existentes nos três locais, nos sete dias da semana, 24 horas por dia ou durante o período de funcionamento das mesmas.

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