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Propina pode ter facilitado compra de gigante do setor calçadista brasileiro pela JBS

Em 2015, conglomerado liderado por Joesley Batista comprou calçadista dona de marcas no Brasil como Havaianas, Osklen, Mizuno e Topper

08 de Julho, 2017 às 17:56

Empresa dona da marca Havaianas está envolvida em investigação. Divulgação

Em novembro de 2015, a construtora Camargo Corrêa vendeu o controle da Alpargatas, dona de marcas calçadistas no Brasil como Havaianas, Osklen, Mizuno, Topper e Dupé, para a J&F Investimentos, dona da JBS – dos irmãos Joesley e Wesley Batista. Foi negócio envolvendo um gigante do setor calçadista brasileiro. O valor total da operação foi de R$ 2,66 bilhões, sendo R$ 12,85 o valor atribuído por ação. A forma de pagamento do preço foi à vista, em moeda corrente nacional, na data do fechamento. A Caixa financiou 100% da operação, com carência de dois anos.


Para efetuar esse negócio, a Caixa – no governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) – liberou empréstimo de R$ 2,7 bilhões para Joesley Batista fechar o negócio. Em setembro de 2016, o Tribunal de Contas da União (TCU) abriu procedimento para analisar para analisar esse empréstimo. O pedido foi feito pelo Ministério Público ao TCU.


Agora, mais um ingrediente surge envolvendo esta operação bilionária. Segundo o delator Lúcio Funaro – ligado ao ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha –, o ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB), que foi preso nesta semana, teria colaborado e sido decisivo para liberar or R$ 2,7 bilhões. Na delação de Funaro, Geddel receberia R$ 80 milhões a título de propina para intermediar o negócio na Caixa, já que o ex-ministro do PMDB ocupou a Vice-presidência de Pessoa Jurídica da Caixa de 2011 a 2013, no governo Dilma.


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As acusações envolvendo Geddel e a compra da Alpargatas foram feitas pelo corretor financeiro Lúcio Funaro em depoimento à Polícia Federal no dia 14 de junho deste ano. Funaro está preso por conta da Operação Lava Jato e é apontado como um dos principais operadores financeiros nos esquemas de corrupção de Cunha (PMDB), também preso na Lava-Jato.

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