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Após caso de assédio na UPA de Novo Hamburgo, projeto irá debater a violência contra as mulheres e contra os funcionários da área da saúde em todo o Estado

Outra repercussão é a licitação para a contratação de uma empresa que fará a segurança da UPA

26 de Junho, 2017 às 17:01

Caso foi registrado há algumas semanas na UPA Canudos. Divulgação

Por: DOC – Agência de Conteúdo

Um caso de abuso verbal e sexual ocorrido dentro da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24 horas de Novo Hamburgo, no bairro Canudos, acendeu alertas para dois problemas recorrentes: os casos de violência contra as mulheres, e os abusos sofridos por profissionais da área da saúde. Duas ações geradas diretamente pelo caso prometem prevenir que crimes como o relatado no último mês de maio se repitam.

Uma delas está sendo organizada pela Federação dos Empregado em Estabelecimentos de Saúde do Estado do Rio Grande do Sul (FEESSERS). A partir da denúncia das funcionárias da UPA Novo Hamburgo, a entidade formatou a criação dos comitês de Combate à Violência Contra a Mulher e de Combate à Violência Contra os Servidores. O objetivo é criar políticas que ajudem a combater esse tipo de violência, e dar suporte às vítimas.

Outra iniciativa da FEESSERS, entidade que congrega aproximadamente 100 mil profissionais da área da saúde no Estado, é a criação de protocolos para empregadores de toda a área que ajudem a prevenir crimes do tipo. “Os comitês estão em fase de elaboração, e acreditamos que irão beneficiar os profissionais de todo o Rio Grande do Sul. Sabemos também que muitos trabalhadores muitas vezes não denunciam casos de violência. Queremos que esse caso triste seja o ponto de partida para que situações semelhantes não ocorram”, explica o presidente do Sindi Saúde Novo Hamburgo, Jandir Peixoto Goulart.


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O caso também teve repercussões no município. Desde janeiro, a prefeitura vinha reforçando a segurança no Hospital Municipal de Novo Hamburgo, iniciando práticas que seriam replicadas nas outras unidades de saúde da cidade. A UPA, no entanto, conta apenas um agente da Guarda Municipal. A prefeitura havia iniciado uma licitação para a escolha de uma empresa de segurança para atuar no local. De acordo com a presidente da Fundação de Saúde de Novo Hamburgo, Cláudia Schenkel, já está definida a empresa que executará os serviços, faltando apenas os trâmites finais para a sua contratação. O início da prestação do serviço deve ocorrer no dia primeiro de agosto.

ASSÉDIO NA UPA


Duas funcionárias da UPA do bairro Canudos relataram terem sido vítimas de abuso verbal e sexual. De acordo com a denúncia, o paciente deu entrada no dia 9 de maio. Logo depois de admitido, o homem teria assediado verbalmente profissionais da UPA. Na manhã do dia seguinte, ele teria passado a mão no seio de uma das enfermeiras, quando ela foi medir a pressão dele, e após, teria agarrado outra funcionária. Após registro da ocorrência policial, o homem foi preso.

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