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Centro de Controle de Zoonoses de Sapiranga implanta microchips em cães liberados para adoção

Processo faz parte do Programa de Castração Animal iniciado em maio

08 de Junho, 2017 às 08:37

O microchip é implantado através de uma injeção na região da escápula do animal (próximo à nuca).

Avançando cada vez mais no atendimento veterinário no Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), a Prefeitura de Sapiranga, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, deu início à implantação de microchips nos cães que estão passando pelo Programa de Castração Animal iniciado em maio no Município, após aprovação das salas de cirurgia pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV) do RS (o projeto aberto à comunidade ainda passa pela processo de avaliação do CRMV). A ideia deste novo processo é a identificação dos animais que passam por tratamento no Município, possibilitando acesso a dados como características do animal e também contato com o responsável pelo animal. Trata-se de uma espécie de coleira tecnológica de identificação segura e já utilizada na Europa e América, sendo em que em alguns países sua utilização já é até obrigatória.


O PROCESSO
O dispositivo implantado nos cães contém um número que dá acesso a dados que ajudam na identificação e até tratamento conforme o histórico do animal que passou pelo CCZ. "É um passo muito importante no acompanhamento dos bichinhos tratados por nós no CCZ", ressalta a médica veterinária Simone Pillatti, que coordena os trabalhos no local, e é responsável pelas cirurgias de castração e pela implantação dos microchips.

A instalação do microchip via subcutânea nos animais é semelhante à aplicação de uma injeção antiviral em humanos, praticamente indolor e sem a necessidade de anestesia. O dispositivo é do tamanho de um grão e arroz e é injetado na região próxima à nuca. Sua identificação se dá através apenas do leitor/scanner de microchips. Sapiranga adquiriu inicialmente 200 microchips e um aparelho de leitura de microchips.


CÃES CHIPADOS
Na última semana, o Departamento de Comunicação acompanhou o procedimento feito por Simone Pillatti em dois animais que receberam microchips. Duas fêmeas SRD (sem raça definida) passaram pelo processo de implementação do microchip que possibilita, através de um número-código único e intransferível, o acesso a registros de dados das características do animal, como sexo, raça, pelagem e a confirmação que o animal é castrado, além de dados do responsável pelo cão, como nome, RG, endereço e contato. Estes dados só podem ser obtidos através de um leitor especial, que é obtido por clínicas veterinárias e órgãos sanitários como o CCZ.

Na ação acompanhada no CCZ o microchip de número 939000004148174 foi implantado na fêmea SRD de um ano, com o nome de Brazina (a fêmea já havia sido adotada e nomeada por morador do bairro São Luiz). A outra fêmea, que recebeu o microchip de número 939000004149572, também de um ano de idade, foi abandonada no bairro Amaral Ribeiro e acabou adotada pela moradora de Imbé. Uma fêmea de cinco anos, com seis filhotes (dois deles já adotados) da raça mestiça Boxer era a próxima da lista para receber o microchip. 'Com a aplicação do microchip será facilitada a identificação do cão e quem está de responsável por ele. Além disso, teremos como identificar se o animal já teve passagem pelo CCZ e por qual tratamento passou", destacou Simone.


O MICROCHIP
O microchip implantado de forma subcutânea nos animais é um microcircuito eletrônico constituído de um código exclusivo e inalterável, e tem o tamanho aproximado de um grão de arroz. Ele pode ser encapsulado em vários formatos, mas normalmente é inserido em uma cápsula de biovidro cirúrgico e revestido de substâncias de propriedades antimigratórias (que impedem seu deslocamento), não causando mal ao animal, sendo que o material dura por toda a vida do bichinho.

O microchip é implantado através de uma injeção na região da escápula do animal (próximo à nuca). O microchip não contém bateria e fica inerte, sendo ativado somente pelo leitor (scanner), que lê a informação na forma de um número-código exclusivo daquele dispositivo. Sua implantação se dá de forma subcutânea através de um aplicador (uma espécie de seringa) com agulha de injeção estéril e descartável.


IDENTIFICAÇÃO
O número contido no microchip está registrado em fichas que são armazenadas em um site universal, no caso de Sapiranga, no Sistema de Identificação e Registros de Animais da América Latina (Siraa), um banco de dados que se apresenta como solução no controle sanitário e também no combate ao abandono de animais através da chamada posse responsável. Já o leitor de microchips, do tamanho de um controle remoto com um visor de leitura, faz a verificação do código por um dispositivo de varredura (scanner). Seu mecanismo é a emissão de sinal de rádio de baixa frequência que mostra o código contido no microchip, sendo exibido no visor do equipamento.


Assessoria de Imprensa/Prefeitura de Sapiranga

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