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Se nada der certo, eu viro crítico de internet

Por mais que os alunos não tenham tido a intenção de ofender ninguém, foi uma brincadeira de péssimo gosto

05 de Junho, 2017 às 14:29

Divulgação

A polêmica da vez refere-se ao evento denominado “E se nada der certo” realizado por alguns alunos da Instituição Evangélica de Novo Hamburgo (IENH). Na atividade, estudantes do terceiro ano do Ensino Médio fantasiam-se de profissões que exerceriam caso “nada desse certo”, ou mais especificamente, caso não cumprissem com a expectativa profissional gerada por justamente estudarem em uma das escolas mais tradicionais da cidade.


Enquanto alguns fantasiaram-se de hippies ou arruaceiros, outros fantasiaram-se de garçons, entregadores de pizza, atendentes de telemarketing ou faxineiros. E aí começou o problema. Convenhamos; por mais que os alunos não tenham tido a intenção de ofender ninguém, foi uma brincadeira de péssimo gosto. Quem gostaria de ver sua profissão ser utilizada como retrato de fracasso? Como os profissionais que fazem a limpeza da própria escola devem ter se sentido ao verem-se representados como “algo que não deu certo”?


Mas a insensibilidade do caso vai além dos alunos. A direção da IENH e os próprios pais deveriam ter pensado melhor o evento, até mesmo por sua mensagem implícita; não basta estudar numa escola cara e passar num vestibular concorrido para se dar bem na vida. Caso algum aluno (ou pai de aluno) esteja lendo isso, recomendo sair do conto de fadas das coberturas de Novo Hamburgo e voltar ao mundo real, onde motoboys e vendedores podem ganhar mais, até bem mais, que estagiários de direito ou administração.


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Infelizmente, o esporte preferido das rede sociais é apontar dedos e alunos de 14 ou 15 anos que fazem brincadeiras inoportunas são considerados "carne fresca" para os problematizadores.Calma lá amigo problematizador, não se trata do fim do mundo. Foi uma brincadeira infeliz e atire a primeira pedra quem nunca fez algo inconsequente em sua adolescência. Aliás, quem dera, todos os problemas da cidade fossem esses. E quem dera os críticos das redes sociais fossem tão santos como pensam que são.

Autor

Rodrigo de Bem Nunes

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