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Tribunal imaginário de usos e costumes

Alguém resolve começar a aplicar a lei. E começam a aparecer coisas que muitos sabiam, mas que durante muito tempo não era considerado crime!

21 de Maio, 2017 às 17:32

Sempre fui uma defensora de que as pessoas são o que aprendem, desde as suas primeiras lembranças. A base onde se aprende o que é moral e imoral, legal e ilegal, permitido e proibido, obrigações e deveres, normalmente é em casa, com a família. Mas é nas relações da sociedade que estas definições ficam mais claras, ou se deturpam de vez.


Numa sociedade democrática, todos os poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) estão formalmente constituídos. Seja qual for o tamanho da cidade ou distrito. Esses três poderes têm a obrigação de zelar para que o imoral e o ilegal não passem impunes.


Mas quando se vive numa sociedade onde todos sabem que algo é ilegal, mas que é feito por muitos, escancaradamente, sempre e todo o dia, e que é praticamente impossível que o Poder Público não saiba, aquele ato perde o “i” do ilegal. E assim fica “legal” por “jurisprudência popular” do tribunal imaginário dos usos e costumes.


Os filhos que nascem neste contexto, já aprendem assim, e qualquer coisa diferente é que é anormal. É assim que vejo a nossa sociedade. Com os valores errados.


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De repente, alguém resolve começar a aplicar a lei. E começam a aparecer coisas que muitos sabiam, mas que durante muito tempo não era considerado crime! Simplesmente porque o “i” desapareceu, porque ninguém controlava nada. Por que agora mudou tudo? É exatamente assim que o Lula, por exemplo, se comporta: “Como assim? Sou o cara mais honesto do Brasil!”


Por que deixamos tudo ir tão longe a ponto de se perderem os “is”? Onde foi, e por que agora se acendeu a centelha da moralidade? Mudou o Judiciário? Porque o Executivo e o Legislativo já são, em grande parte, causa e consequência de uma sociedade sem “is”.


Nessa nova realidade – penso que estamos entrando numa nova realidade – como fazer a nossa parte, colocando alguns “is” novamente no seu lugar? Nossos filhos e netos são também constantemente corrompidos por nós mesmos? Ou seja, na idade certa: se guardares tuas roupas, te dou um presente! Se arrumares a cama, também! Não deveria ser assim, guardar a roupa e arrumar a cama é obrigação de todos para que toda a família viva num lugar ordenado. Assim como é obrigação do Poder Público manter a cidade ordenada.


Ir bem na escola também é obrigação! Ir super bem na escola poderia ser premiado. Talvez aí se possa começar a plantar alguns novos velhos costumes e valores.

Autor

Edela Land

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