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PDT de Novo Hamburgo: três candidatos a presidente e um futuro incerto na sigla com 8 mil filiados

Data da eleição será definida nesta terça-feira. Um dos candidatos ameaça deixar a sigla caso seja derrotado

03 de Abril, 2017 às 15:48

O PDT de Novo Hamburgo vive mais um momento interno de turbulência. Nesta terça-feira, uma reunião deverá definir a data da eleição para presidente da sigla no município. O atual ocupante da presidência, o ex-vereador Ricardo Ritter, o Ica, decidiu não concorrer à reeleição. Com o partido vendo bandeiras históricas esquecidas no debate interno e muitos pedetistas se reunindo apenas para discutir cargos em alianças políticas, três nomes surgem como opções para comandar a sigla e agrupar os cerca de 8 mil filiados: o ex-prefeito e ex-presidente da Câmara de Vereadores, Antonio Lucas, o ex-vereador Gilson Thoen e o militante Marcos Hatzenberger.


O consenso neste momento é impossível. Existem visões bem distintas de como o partido deve ser reerguer. O PDT comandou a Prefeitura com Airton dos Santos (1997-2004) e foi da base governista nos oito anos do PT à frente da Prefeitura (2009 a 2016). Em 20 anos, o PDT esteve por 16 dentro da Prefeitura. Embora tenham muitas conquistas, existe um saldo de desgaste, disputas internas e um afastamento das demandas da comunidade. Resumindo: falta um projeto do PDT para Novo Hamburgo – fora os cargos.


Um dos episódios recentes mais marcantes foi a eleição suplementar de 2012. O PDT era vice de Tarcísio Zimmermann - com Lorena Mayer - mas na nova eleição o PDT decidiu que Lorena se uniria a Paulo Kopschina (PMDB). Quem assumiu a vaga de vice ao lado de Luis Lauermann foi Roque Serpa (PTB). Mesmo com a votação interna indicando Lorena junto do PMDB, Lucas e outros nomes ficaram ao lado do PT e ganharam cargos no governo.


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A reportagem do Portal Martin Behrend conversou com os três postulantes ao cargo de presidente do PDT de Novo Hamburgo. Confira como eles estão se posicionando – a ordem que aparecem corresponde à ordem das entrevistas:


Marcos Hatzenberger – Militante de longa data, ele diz que chegou a hora do PDT se renovar. “Há muito tempo não se discutem propostas para melhorar a cidade. As reuniões são para tratar de vários assuntos, menos de projetos para o município”, observa. Hatzenberger não concorda com o retorno repetindo de Gilson Thoen, que voltou à sigla no ano passado e já quer assumir o controle do partido. “Ele tem um projeto particular e quer fazer isso acontecer. O PDT é maior que os projetos pessoais dele”, relata. Ele lembra que nomes históricos do partido, como o ex-prefeito Airton dos Santos, a ex-vereadora Lorena Mayer, o ex-presidente Lino de Negri, entre outros, foram se afastando e diminuindo a representatividade do partido. “Não vejo chances de não concorrer. Estou determinado. É momento de recuperar nossa imagem”, finaliza, salientando que aceitaria ter Antonio Lucas como seu vice na chapa.


Antonio Lucas – O ex-prefeito e ex-presidente da Câmara de Vereadores respondeu “acho que sim” ao ser questionado sobre ser candidato a presidente. “Tem muita gente me convidando. Estamos montando um grupo de apoio”, conta. Lucas relata uma mágoa com Ricardo Ritter, parceiro de outrora e que chegou a ser beneficiado com uma secretaria criada nos três meses em que Lucas foi prefeito. “Como fiquei sem cargo e meu filho não se elegeu, parece que deixei de ser importante para algumas pessoas”, avalia. Ele avalia que o PDT é muito grande para alguém chegar de uma hora para outra e tomar conta do partido. “Falta respeito pela minha história dentro do PDT. Se o Gilson ganhar a eleição, eu e meus aliados deixamos a sigla num dia seguinte”, garante. Lucas ainda cobra uma posição da sigla, pois ninguém sabe de que lado está o partido. “Nossos vereadores indicaram cargos no governo municipal. Parece que está tudo bem”, completa.


Gilson Thoen – Apoiado pelo atual presidente do PDT municipal, Gilson Thoen também diz ter o apoio dos vereadores Felipe Kuhn Braun e Vilmar Heming. Ele voltou à sigla no ano passado – estava no PSDB – e logo foi indicado para ser o candidato a vice-prefeito na chapa com Luis Lauermann (PT). Sua presença não teve efeito, com a chapa ficando em terceiro lugar. Ele busca reorganizar o partido. “Tenho conversado com muitas lideranças para auxiliarem neste processo de reorganização da sigla. Estou me doando ao partido para comandar esse processo”, sublinha. Thoen concorda que a falta de identidade do PDT é um problema e fez o partido perder espaço junto à comunidade. “Não quero desagregar, pelo contrário, meu objetivo é trabalhar para que o partido saia fortalecido”, destaca. “Temos de mostrar para Novo Hamburgo projetos que podem melhorar a cidade. Isso precisa acontecer. E não serão com ameaças internas que as coisas vão acontecer. Eu, por exemplo, caso perca a eleição, ficarei no partido. Isso as pessoas precisam saber para perceber minhas intenções”, conclui.

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