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Gauchão tem, sim, importância e relevância para todos

Primeira fase da competição mostrou que equipes do interior tem condições de sonhar com o título

31 de Março, 2017 às 17:29

Desde que acompanho futebol como torcedor, muito antes de trabalhar diretamente com o jornalismo esportivo, eu escutava, lia e assistia que o Campeonato Gaúcho era apenas uma competição para os times do interior viajar até a Capital e jogar contra os grandes e quando jogavam em casa, aproveitar para encher os cofres. Tenho certeza, a cada edição do campeonato que passa, que essa lógica não é mais correta, muito pelo contrário.


As equipes de maior expressão não conseguem mais atingir o domínio pleno sobre seus adversários. Claro que a superioridade em títulos desbanca um pouco essas afirmações, mas, principalmente a edição 2017 do Gauchão está provando isso. O Novo Hamburgo fez uma campanha excepcional, não perdeu para Inter e Grêmio. Caxias também não perdeu para colorados e gremistas e o São José, se não fosse a interferência da arbitragem, poderia ter tido sorte melhor contra os gigantes da capital.


Estes três casos são apenas alguns dos muitos fatores que mostram que o Campeonato Gaúcho possui uma importância para o futebol dos grandes, e muito mais, para os times do interior. Grêmio na quarta colocação e Inter na sétima, para muitos, poderia ser explicado apenas pelo fraco desempenho de ambos, com 31 pontos conquistados em 60 possíveis, porém não podemos realizar apenas esse julgamento. Nas outras dez equipes que entraram em campo, existem profissionais de grande qualidade, que se prepararam para realizar essas campanhas satisfatórias, enfrentando equipes até então superiores, com o mesmo nível de futebol jogado dentro das quatro linhas.


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Novo Hamburgo, Cruzeiro e Caxias, os três primeiros colocados na fase de classificação, são exemplos de equipes que responsavelmente cuidaram da questão financeira e investiram pontualmente para chegar ao fim da primeira fase na frente de outras equipes. Como o futebol é um jogo e não uma ciência exata e nem sempre a melhor equipe sai vencedora ao final de 90 minutos, essas equipes podem ficar pelo caminho antes de chegar a final, mas muito bem podem estar decidindo a competição entre elas.


A partir de agora, é necessário que as arbitragens, mesmo sendo passíveis de equívocos, sejam corretas e sem qualquer tipo de influência ou pressão por parte de declarações de dirigentes.


Todos nós, amantes do futebol, mas principalmente do futebol gaúcho, do interior do Rio Grande, queremos que a melhor equipe, com o futebol mais bem jogado, com qualidade dentro de campo, seja o merecido campeão.

Autor

Cássios Diogo Schaab

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