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Feliz, Temer? Abicalçados e Federasul projetam mais desemprego com aumento de tributos

Governo federal decide sufocar ainda mais os geradores de emprego e renda do país

31 de Março, 2017 às 08:47

Presidente Temer autorizou programa de desoneração. Divulgação

Oficialmente, são cerca de 13 milhões de desempregados. Na prática, podem ser mais de 20 milhões. E essa conta pode aumentar.


A decisão do governo do presidente Michel Temer (PMDB) em acabar com o programa de desoneração em 50 setores para cobrir o rombo de R$ 58,2 bilhões não foi bem recebida pelo setor produtivo brasileiro. Em nota, a Federasul (Federação das Associações Comerciais e de Serviços do Rio Grande do Sul) define a resolução como aumento da carga tributária e diz que “ao invés de cortar gastos, como deveria, o Governo busca na sociedade os recursos para tapar o equivalente a R$ 42,1 bilhões do rombo” e diz temer a manutenção de empregos.


Assinada pela presidente Simone Leite a nota esclarece que os brasileiros, mais uma vez, são chamados para bancar a conta sem qualquer possibilidade de contrapartida ou retorno em qualidade de serviços. “As empresas, os empresários e a sociedade não suportam mais pagar tantos impostos para manter a festança dos poderes da República. O mais preocupante de tudo, diz a nota, é que “a decisão da equipe econômica vai comprometer a retomada da economia que, timidamente, iniciava seu processo de recuperação, com os primeiros e pequenos passos”.


O texto da Federasul lembra ainda que o governo deveria aprender que deve cortar na carne como faz o contribuinte em sua empresa ou em casa. “Adotar uma gestão responsável para encolher os gastos públicos vai deixar a renda nas mãos da sociedade, gerando mais empregos, produtos e até maior arrecadação”, diz Simone Leite.

ABICALÇADOS


Assim como a Federasul manifestou preocupação, a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) aponta que o fim da desoneração da folha terá consequências importantes na queda dos níveis de emprego do setor calçadista. Atualmente empregando quase 300 mil pessoas, o segmento registrou um incremento de postos gerados em janeiro. “Somente em janeiro, embalados pela possibilidade de recuperação da demanda interna e pela confiança do empresariado, tivemos um saldo positivo de oito mil postos gerados”, comenta Klein.


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Segundo Klein, a medida deve encarecer o calçado para o consumidor em percentuais de 5% a 11%. “Para a indústria com atividade exportadora, o impacto deve ser ainda maior, já ao faturamento com exportações não é, atualmente, aplicada a taxa de 1,5%”, explica, ressaltando que a demanda, que iniciou uma recuperação nos primeiros meses do ano, deve volta a cair com a alta dos preços no varejo.


As entidades representativas de setores atingidos pela proposta estão se articulando para apresentar ao Ministério da Fazenda os argumentos contrários à proposta, de forma a garantir a continuidade do sistema, a condição de competitividade, a geração de negócios e a manutenção dos empregos. “O objetivo é sensibilizar o governo a respeito dos impactos que a medida pode trazer para os setores representados”, conclui Klein.

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