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O mérito farroupilha de Jean Wyllys

Deputado do PSOL é mais conhecido por suas controvérsias, como chamar o Papa Emérito Bento XVI de genocida em potencial

30 de Março, 2017 às 10:51

Jean Willys na porca e detestável cusparada num colega deputado. Diego Vara/Agência RBS

O deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) recebeu a maior distinção do Estado, a Medalha do Mérito Farroupilha. Sim, ele mesmo, nacionalmente conhecido através do programa “Big Brother”. As contribuições de Jean para o RS são verdadeiras incógnitas. Até mesmo suas contribuições para o Brasil são difíceis de mensurar. O deputado do PSOL é mais conhecido por suas controvérsias, como chamar o Papa Emérito Bento XVI de “genocida em potencial” ou dizer que um “negro e gordo” seria “burro” por ser contra um determinado projeto de lei.


Afinal, que motivos teria a deputada comunista Manuela Dávila (PCdoB-RS) para ter indicado Jean Wyllys a tal honraria?


Talvez sua nomeação tenha sido feita graças ao requerimento nº 1557/2016, no qual Jean solicita informações ao Ministério da Saúde sobre estudos científicos que comprovem a existência de uma tal "água milagrosa" apresentada pela Igreja Universal na Rede Record. Algo de extrema relevância para os gaúchos, tão apreciadores do chimarrão.


O ex-BBB talvez possa ter sido homenageado pela comunista Manuela por ter usado um lenço vermelho no pescoço na votação do impeachment, talvez numa certa alusão indireta ao famoso adereço gaudério. Na ocasião, Jean cuspiu em Bolsonaro logo após ouvir “tchau querida” de seu colega de Câmara, demonstrando sua educação e sua tolerância perante ironias. Talvez, para Manuela, Jean seja uma espécie de combatente farroupilha moderno que ao invés de dar tiros, solta perdigotos contra seus adversários.



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Em tempos de reforma na previdência, o nobre congressista pode ter recebido a distinção legislativa por seu projeto de legalização da prostituição, onde meretrizes teriam um regime especial de aposentaria após 25 anos de “serviços prestados”. Um trabalhador comum não consegue se aposentar após 25 anos de contribuição, mas para Jean isso pouco importa, afinal coerência não é exatamente o ponto forte de um membro do partido “Socialismo e Liberdade”.


Imagino o que Bento Gonçalves, General Neto, Corte Real e outros varões assinalados pensariam ao ver seu mérito emprestado a Jean Wyllys. Certamente lembrariam do hino de sua República Rio Grandense, e falando baixo cantariam que “povo sem virtude acaba por ser escravo”.

Autor

Rodrigo de Bem Nunes

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