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Porque sou favorável ao direito de ter armas

Ter uma arma é um direito básico do cidadão americano.

18 de Fevereiro, 2017 às 10:18

Um dia comum nos Estados Unidos: um cidadão vai às compras numa loja de armamentos

Sendo necessária à segurança de um Estado livre a existência de uma milícia bem organizada, o direito do povo de possuir e usar armas não poderá ser infringido” – II Emenda da Constituição dos Estados Unidos da America, de 1791



Ter uma arma é um direito básico do cidadão americano. Estados e cidades podem até ter diferenças em seus regulamentos, mas o princípio básico para todo o país, amparado pela Segunda Emenda, é bem claro: o governo não pode suprimir o direito de um cidadão à legitima defesa, à proteção de sua família e de sua propriedade. Isso fica bem claro ao caminhar pela minha vizinhança. Alguns moradores colocam placas em suas casas com um emblema de uma pistola junto da frase: “Nós não chamamos 911” (número da polícia). Uma maneira sublime de dizer que, se um invasor entrar, ele não vai sair.


Infelizmente o debate sobre o porte de armas é um festival de preconceitos e desonestidade intelectual. Muita gente que sente antipatia pelo que os Estados Unidos representa encontra na luta pelo desarmamento um refúgio para criticar o país e seus valores. São os abutres ideológicos, que necessitam de tragédias para comprovar seus pontos de vista e mostrar a América como uma nação tensa, conflituosa e cheia de loucos ávidos para metralhar alguém.


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Para quem pensa que mais armas equivale a mais violência, eu sugiro um estudo divulgado pelo Centro de Pesquisa para a Prevenção de Crimes dos EUA. Veja as principais conclusões:


· O número de permissões para porte de arma aumentou de 4.6 milhões em 2007 para 12.8 milhões em 2015.

· 5.2% da população adulta tem permissão para ter uma arma.

· Desde 2007, permissões para mulheres cresceram em 270% e para homens, em 156%.

· Enquanto o índice de homicídios por 100 mil habitantes no Brasil é de 28.9, o índice de homicídios nos EUA caiu de 5.6 em 2007 para 4.2 em 2014.


Ou seja, paradoxalmente mata-se praticamente 7 vezes mais no Brasil, onde é quase impossível ter uma arma para se defender. E mais paradoxalmente ainda, políticos que apoiam o desarmamento possuem seguranças armados à disposição. Alguns podem alegar que não se pode comparar a sociedade Americana com a sociedade Brasileira, mas como explicar países como Paraguai e Uruguai, que ostentam números de violência muito mais baixos que o Brasil e que ao mesmo tempo garantem ao seus cidadãos o direito de ter uma arma? O índice de homicídios por 100 mil habitantes no Uruguai é algo em torno de 6 e no Paraguai é 10. Aliás, a região mais perigosa do Paraguai é justamente a divisa com o Brasil.


Não pense que estou sugerindo que a solução é liberar o porte de arma para todos, sem critérios. Mas, da mesma forma, desarmar a população demonstra ser um fracasso. Por isso é importante estar atento ao Estatuto da Legítima Defesa (3722/12), do deputado Rogério Peninha Mendonça, (PMDB-SC) que está em trâmite de aprovação na Câmara dos Deputados. Informe-se sobre ele, sobre suas diretrizes. Afinal, você tem todo direito de não querer ter uma arma, mas não pode tirar o direito de quem quer ter uma, não para atacar, mas para se defender.


Os dados são do 9º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, do Crime Prevention Research Center e do FBI.

Autor

Rodrigo de Bem Nunes

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