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Repórter da Globo é agredida ao vivo por parente de detento. Brasil, entre os 10 países mais violentos do mundo para jornalistas

Repórter Larissa Carvalho estava fazendo cobertura de rebelião em Ribeirão das Neves, em Minas Gerais

17 de Janeiro, 2017 às 09:04

Larissa Carvalho foi jogada ao chão durante transmissão ao vivo pela Globo News. Reprodução GloboNews

O Brasil está entre os dez países mais violentos e perigosos do mundo para jornalistas trabalharem. Os relatórios da Federação Internacional de Jornalistas (FIP) e Comitê para Proteção de Jornalistas (CPJ) vêm posicionado o país sempre no topo de cima de listas que indicam o recrudescimento da violência contra os profissionais da imprensa.


A repórter Larissa Carvalho, da TV Globo/Globo News, sentiu na pele o que os relatórios vêm apontando há anos. A jornalista foi agredida na madrugada desta terça-feira,17, quando falava ao vivo sobre a cobertura da rebelião no Presídio Antônio Dutra Ladeira, em Ribeirão das Neves, na Grande Belo Horizonte, em Minas Gerais.


A agressão aconteceu logo depois de a jornalista entrar no jornal da Globo News. Assim que a repórter começou a falar, uma mulher, parente de um detento, a empurrou, e ela caiu. A agressora foi contida por um policial militar e foi detida. A transmissão foi interrompida e o apresentador comentou sobre o incidente. Em seguida, a repórter voltou a entrar ao vivo, desta vez com proteção policial. Ela informou que não se machucou.


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É importante lembrar que não são apenas agressões físicas que colocam o Brasil nesse desagradável ranking. Existem também agressões morais e práticas de censura, além de ataques à liberdade de imprensa – inclusive praticadas recentemente em Novo Hamburgo. No mais atualizado Ranking da Liberdade de Imprensa, o Brasil ocupa agora o 104º lugar em um total de 180 países. Em 2010, o Brasil ocupava o 58º lugar.




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