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Dezembro

Dentre os doze meses do ano é o mês mais nervoso, o mais excitante.

12 de Dezembro, 2016 às 15:41

Pois estamos novamente em fim de ano, Dezembro chegou. Dentre os doze meses do ano é o mês mais nervoso, o mais excitante. Ocorre então toda uma gama de eventos: os mais estranhos, os mais pitorescos, emocionantes, alegres, tristes, chatos, necessários, desnecessários, participando todas as pessoas, de todas as idades.


Claro que os mais comuns envolvem as crianças e os jovens. Tudo começa com o maternal e o Jardim de Infância. As crianças cantando decoradas de flor, bombeiro, lua, árvore, fada, sol, Zorro e outras imaginações enquanto mamães acompanham embevecidas e papais procuram os melhores ângulos para suas filmadoras. Adrenalina pura.


Vem adiante as “formaturas” do segundo grau, quando se inclui também a emoção de deixar o colégio que durante muitos anos foi um segundo lar. Mas estas solenidades em si, de todas que acontecem nos diversos níveis, são as que mais emocionam e tocam a todos porquanto ali se deixa ficar para sempre um pedaço da vida de cada um.


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Até o final do mês temos uma série de outros “encerramentos” acontecendo destacando-se os cursos de música e suas gloriosas audições de fim de ano. Violão, piano (ninguém aguenta mais Pour Elise), flauta doce (bocejos), teclado, violino, etc. A propósito, acho que estas audições deveriam ser assistidas somente pela família – já servindo de expiação para os pecados de todo ano.


As formaturas verdadeiras, porém, são aquelas que se transformam em noites de êxtase para o glorioso doutorando – que amanhece no dia seguinte do evento solenemente desempregado, com a sociedade exigindo dele uma postura profissional que o diploma lhe confere mas o mercado de trabalho lhe nega.


Para coroar o período ainda acontecem os encontros de vinte, trinta, quarenta anos de formatura em que se reúnem os integrantes das suas turmas de faculdade para rememorar os bons tempos, para chafurdar nas atividades alheias deles, para saber da situação econômica e profissional de cada um e “como vão todos em casa”, que é um eufemismo para ver, entre os colegas, quem ainda está casado com quem.


Então, Dezembro é isto aí, mas não é só isto, até o fim do ano tem mais...

Autor

Claudio Behrend

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