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#SOMOSTODOSCHAPECOENSE

O mundo esportivo acordou em luto. O mundo mostrou que é humano

29 de Novembro, 2016 às 16:51

Nelson Almeida/AFP

Era para ser apenas mais uma ida rápida a geladeira no meio da madrugada para um gole de água e, depois de pegar o celular para ver a hora, a emoção e a tristeza tomaram conta do ser humano, do apaixonado por futebol e do profissional jornalista.


Por volta das 5 hpras comecei a acompanhar as notícias do acidente com o avião que transportava a delegação da Chapecoense e jornalistas. Desde então, um sentimento muito forte, impossível de descrever tomou conta de minha pessoa. Como vício da profissão, não voltei mais para a cama e passei a acompanhar as notícias pela TV, rádio e Twitter. Eram várias informações desencontradas. A chegada de sobreviventes aos hospitais me garantiu esperança, mas a demora de novas confirmações me angustiava. E a notícia terrível das mortes se confirmou. Sozinho em casa, a emoção tomou conta e as lágrimas rolaram.



Difícil ainda de acreditar. Difícil porque a Chapecoense ganhou a simpatia do Brasil. Viajava para a Colômbia para tentar fazer história. Não fizeram história, mas irão virar lendas. Como profissional, tive a oportunidade de entrevistar alguns dos jogadores. Como torcedor do 15 de Novembro, torci para o Kempes e para o Cadu. Tudo é muito difícil de acreditar. Fico pensando se, como profissional, estivesse no voo fazendo o deslocamento para cobrir o jogo, seria eu mais uma vítima. Os olhos ficam carregados só de pensar e escrever.



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Mas nos momentos complicados que a vida nos apresenta, precisamos encontrar forças onde elas parecem não ser possíveis e como sou uma pessoa que sempre acredita na humanidade, tinha certeza que as manifestações de solidariedade de clubes, entidades, governos, celebridades não demorariam a acontecer. E elas vieram. Ajudas das mais diversas possíveis estão sendo garantidas para o time do oeste catarinense. Tudo o que for feito para amenizar a dor e sofrimento não será suficiente, não trará as pessoas de volta, mas mostra que a rivalidade do futebol existe apenas durante os 90 minutos, no calor da emoção, na adrenalina do jogo.


A maior tragédia do esporte brasileiro será lembrada para sempre. Agora lá de cima, junto ao Criador, jogadores, jornalistas e tripulantes da aeronave irão acompanhar nossas manifestações de carinho eternas. Assim como torcedores do Brasil de Pelotas, do time de Rugby, do Manchester United e de todos que já passaram por uma situação como essa, os torcedores da chape irão superar esse abalo e conseguirão reerguer o Índio Condá e torna-lo ainda mais grande e simpático. Povo de Chapecó, amantes do futebol: o Brasil, o mundo está com vocês, afinal, #SomosTodosChapecoense

Autor

Cássios Diogo Schaab

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