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Obra na Rua da Praia entra na reta final

Projeto em São Leopoldo que aproxima Rio dos Sinos da população será concluído em dezembro

09 de Outubro, 2016 às 10:46

A Rua da Praia é o primeiro passo para reintegrar o rio à comunidade leopoldense. Nilson Winter/Prefeitura de São Leopoldo

As equipes da Prefeitura estão aproveitando o tempo firme para acelerar o calçamento dos 580 metros da Rua da Praia, situada à beira do Rio dos Sinos. Mais de 50% do trabalho foi executado. Toda a estrutura de vigas e suportes está pronta. De acordo com o engenheiro civil Maidard Finardi Vieira, da Secretaria de Meio Ambiente (Semmam), trata-se de uma obra diferenciada por conta da localização. “Temos que prever cheias, alagamentos, correnteza. Para isso construímos uma base firme para a sustentação da rua”, ressalta.


A Rua da Praia é o primeiro passo para reintegrar o rio à comunidade leopoldense. “O objetivo maior é que a população de São Leopoldo tenha um espaço de lazer próximo das águas. Somente assim vamos ter resultado nas ações da Semmam”, destaca a secretária do Meio Ambiente, Viviane Diogo. A titular da Semmam reforça que as águas têm uma função que vai além do abastecimento. “A rua será um acesso para a Educação Ambiental. O Rio dos Sinos deve ser pensado de uma forma abrangente, como espaço de vegetação, de vida, de preservação”.


Todo planejamento leva em conta o fato de ser uma área alagadiça. Por isso, a Rua da Praia será levemente inclinada para o lado do rio. De acordo com o engenheiro Nilson Karam, do Departamento de Fiscalização de Obras da Semov, a medida facilita o escoamento da água e torna a parte elevada transitável por mais tempo nos períodos de cheia.


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Após a drenagem pluvial da rua, foi iniciada a pavimentação com piso intertravado, considerado mais sustentável no ponto de vista ecológico e econômico. “A rua precisa ser funcional. Por isso será toda plana, com o meio-fio no mesmo nivelamento da pista. Isso permite uma mobilidade mais segura mesmo coberta por lâmina de água.


O projeto prevê num primeiro momento ciclofaixa e passeio público. Na sequência, a possibilidade de um parque linear com equipamentos de ginástica, playground e praça. A iniciativa está orçada em R$ 830 mil, sendo R$ 700 mil do Ministério das Cidades, mais a contrapartida da Prefeitura de R$ 130 mil.


Segundo Maidard, a topografia da área precisou ser refeita para evitar que algumas árvores saudáveis fossem removidas. “Assim, vamos conseguir preservar as árvores ao longo do rio e vamos remover apenas as que forem necessárias do outro lado da rua”, explicou. Por causa desta nova topografia, houve uma mudança no projeto. A ciclofaixa que teria 580 metros de extensão, ocupando toda a Rua da Praia, ocupará agora 380 metros, não chegando até o final da via. “Sem a retirada das árvores, o final da rua foi ficando estreito e por isso seria inviável ter a ciclofaixa e o passeio público junto.”


A remarcação da rua contou com a colaboração de moradores, que cederam parte dos seus terrenos para aumentar a área do passeio. Dessa forma foi possível preservar a vegetação.


Recuperação socioambiental


A intenção de revitalizar a Rua da Praia é de fazer com que o local não só seja valorizado historicamente como também seja usado como ponto de ecoturismo e para educação ambiental. Além disso, existe a preocupação de transformar e recuperar socioambientalmente. O cidadão terá um contato maior com o rio, com o ambiente que o envolve e também terá mais um espaço de lazer na cidade para poder usufruir com a família e amigos.


Um pouco da história


Toda a história da cidade passa pelo Rio dos Sinos. Em 1824, com a chegada dos primeiros imigrantes alemães no Vale, ocorreu a demarcação dos lotes coloniais. A medição, nesse período, trouxe uma série de conflitos, visto que a região já apresentava ocupações anteriores, datadas do século 18. A Capela Curada de Nossa Senhora da Conceição da Colônia de São Leopoldo foi elevada à Vila em 1846, passando a contar com uma Câmara de Vereadores, responsável pela administração do povoado.


O rápido crescimento e desenvolvimento da região possibilitaram, 18 anos depois, o seu reconhecimento como cidade. A ocupação e as intervenções exigidas pela expansão e crescimento da população foram deixando suas marcas e constituindo a cidade. A Ponte 25 de Julho, por exemplo, que liga o sítio histórico da cidade à margem esquerda do Rio dos Sinos, datada de 1875-76, foi uma das portas da cidade, dinamizando as trocas e as comunicações indispensáveis ao crescimento social e econômico da região. É também considerado importante o fato de situar-se na área a residência onde habitou Henrique Luiz Roessler, pioneiro na luta pela defesa e proteção do ambiente natural do Rio Grande do Sul.

Texto: Assessoria de Imprensa/São Leopoldo

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