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A abertura, o tiro da esperança, o choro do ídolo e a superação do desacreditado

Primeiros dias da Olimpíada do Rio de Janeiro já mostram a magia do esporte em sua grandeza

08 de Agosto, 2016 às 17:38

Fotos Divulgação

De forma oficial, os Jogos Olímpicos iniciaram na sexta-feira e com uma cerimônia de encher de orgulho qualquer brasileiro. Até mesmo aquele cidadão que repudiou, ou repudia ainda, a realização do evento no Brasil ficou orgulhoso com a produção, a grandeza, a magia e o espetáculo realizado no Maracanã. Esses adjetivos mostram como o povo brasileiro tem capacidade de impressionar a quem quer que seja e como podemos viver em um país de coisas maravilhosas, basta nos livrarmos da corrupção e colocar a seriedade, a ética e a moral a frente de tudo o que for pensado para o bem do povo.


Voltando ao esporte, o sábado já presenteou o Brasil com uma medalha de prata no tiro esportivo depois de anos sem conquistas na modalidade. Felipe Wu nos encheu de orgulho e tenho certeza que muitos outros atletas “desconhecidos” do grande público ainda irão nos encher de orgulho. Precisamos de destaque em vários “esportes amadores” para que assim recebam o incentivo digno e justo de qualquer modalidade praticada por esportistas dedicados, batalhadores e heróis.


No domingo, a Ginástica Artística e o Tênis de Mesa também motivaram a torcida brasileira assim como o Tênis com as vitórias de Rogerinho, Bellucci, Sá, Melo e Soares. Mas gostaria de falar mais sobre o tênis. Esse esporte tratado por muitos como de “elite” mostrou a simplicidade e a grandeza do maior jogador da atualidade, assim como a superação de um jogador desacreditado. O confronto entre o sérvio Novak Djokovic e o argentino Juan Martín Del Potro foi um embate digno de final de Grand Slam. Campeão e o jogador com mais premiação recebida na história do esporte, esperava-se a vitória do sérvio contra um argentino recém voltando de lesão e que chegou a escutar dos médicos que não retornaria mais ao esporte. Pois o confronto mostrou que Del Potro ainda pode ser um grande tenista.


Mas, além do grande jogo, o que mais marcou a partida foi a saída dos atletas da quadra. Ambos tenistas deixaram o local em lágrimas. Um pela excelente vitória conquistada e o outro por saber que, mesmo tendo ganho quase tudo na carreira, mais uma vez perdeu a chance do ouro. A cena foi de arrepiar e mostrou que o esporte iguala cidadãos quando o quesito é sentimento e amor ao esporte. A imagem correu o mudo e não sai do meu pensamento até agora. Só tenho que dizer obrigado Djoko e Del Potro. Obrigado Calderano. Obrigado Wu. Obrigado Flávia Saraiva. Obrigado esporte por você existir e permitir que o povo desse país e desse mundo injusto e conturbado tenha momentos de felicidades como os vivenciados nesse final de semana.

Autor

Cássios Diogo Schaab

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