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O que parecia ser a última tentativa de salvação, não será mais

Está chegando a hora de iniciar o maior evento esportivo do mundo no Brasil

26 de Julho, 2016 às 08:58

Delegações estão se mudando da Vila Olímpica por problemas nas construções e outras delegações estão contratando encanadores para resolver os problemas.

Está chegando a hora de iniciar o maior evento esportivo do mundo no Brasil. O que foi motivo de festa em demasia quando o Rio de Janeiro foi escolhido como sede do evento em 2016 está ficando cada dia pior quando a data da cerimônia de abertura se aproxima. Capacidade total para organizar a olimpíada nós desconfiávamos que o país não tinha, mas, assim como foi na Copa do Mundo, as esperanças são as melhores para que um bom evento seja realizado.


Pois, para surpresa – ou não – a política é o fator que mais “mancha” a capacidade dos brasileiros. Delegações estão se mudando da Vila Olímpica por problemas nas construções e outras delegações estão contratando encanadores para resolver os problemas. Como se isso já não fosse problema suficiente, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, faz brincadeira com a situação e diz que irá instalar o mascote do país na frente do prédio para amenizar os problemas. Como assim?



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Como um cidadão positivista e muito esperançoso, sempre acreditei que a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos poderiam ser, na ordem, o início e a solução derradeira para acabar com a praga implementada pelos políticos e seus atos e discursos. Pois, desde a última declaração de Eduardo Paes, tenho a certeza que a minha esperança não existe mais e meu positivismo foi deixado de lado. Sempre sonhei que estes dois eventos mudariam os pensamentos de construção de nação dos “homens do poder”, mas me enganei, e feio. Já trato como impossível isso nos quatro cantos do Brasil.


Condições para sediar esses eventos é uma outra discussão, mas deveríamos buscar a excelência na preparação e realização, para assim mudar nossos conceitos mundo afora, mas o que eu vejo é completamente o contrário. Estádios em locais onde o futebol não existe, Baía de Guanabara tomada em lixo, segurança de turistas ameaçadas e, o mais triste de tudo, contas bancárias de políticos e agregados cada vez com cifras maiores. A Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos poderiam ser a salvação e o início de um novo país, mas não serão. O esporte pode muito ser ferramenta de transformação social, mas parece que no Brasil não.

Autor

Cássios Diogo Schaab

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