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A Tocha da esperança de um novo Brasil

O Rio Grande do Sul recebeu, nesta semana, o revezamento da Tocha Olímpica.

09 de Julho, 2016 às 18:16

Milhares de crianças vibraram com a passagem da Tocha Olímpica em Novo Hamburgo. Gérson de Oliveira/Divulgação

O Rio Grande do Sul recebeu, nesta semana, o revezamento da Tocha Olímpica. Porém, muitas pessoas nas redes sociais estão chamando de “tocha da discórdia”, “tocha do petróleo”, entre outros adjetivos que rebaixam a grandeza do evento. Como já escrevi em outras oportunidades e também em meu trabalho de conclusão da graduação, o esporte é ferramenta de transformação social com uma capacidade gigantesca de mobilização. Por esse motivo que sou totalmente contra reprovar a passagem da tocha olímpica por todo o país.


Explico melhor minha posição. Quando o Brasil assumiu o compromisso de sediar os Jogos Olímpicos de 2016, a crise pela qual a nação enfrenta nos dias de hoje não era tão grave. O que já era grave, muito antes do Rio de Janeiro ser confirmado como sede dos Jogos desse ano ou do país ser confirmado como sede da Copa em 2014, era a corrupção. Essa, sim, deve ser criticada a cada momento e combatida a cada segundo. As pessoas de bem não podem enfraquecer nessa luta. Ser contra a realização dos Jogos tudo bem, mas desvalorizar a grandeza e a importância do evento não podemos aceitar.


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Presenciei a chegada em Campo Bom de Antônio dos Reis, ultramaratonista de 75 anos que participou do revezamento em Encantado e foi acompanhado por mais de 100 pessoas que se deslocaram do Vale do Sinos até o Vale do Caí para prestigiá-lo. Na chegada, com direito a desfile no caminhão dos Bombeiros, era nítida em todas as pessoas a emoção e a satisfação de estarem representados por um conterrâneo no evento. A emoção das crianças era algo indescritível.


Por isso tudo que acredito na força do esporte e no legado social e econômico que os Jogos Olímpicos podem nos deixar. Precisamos combater aquilo que está errado na organização, assim como foram os estádios esdrúxulos construídos para a Copa de 2014, mas precisamos de discernimento para aproveitar todos resultados (e tenho certeza que serão muitos) que a Olimpíada irá nos oferecer.

Autor

Cássios Diogo Schaab

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