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Palavras e detalhes mágicos

Por tão conhecidas que são algumas palavras e siglas, muitas vezes se pensa que todos sabem. E não é assim.

26 de Maio, 2016 às 16:14

Não é de “Por favor” e “Muito obrigada” que vou escrever. São outras palavrinhas mágicas sem as quais a vida fica mais difícil. E por tão conhecidas que são, muitas vezes se pensa que todos sabem. E não é assim. Tudo tem de ser ensinado e aprendido.


Check in e Check out


Na primeira vez que fui aos Estados Unidos, eu não conhecia estas duas palavras. Não tinha ninguém comigo que soubesse. Era também minha primeira viagem ao exterior e, ainda por cima, a negócios. Como não sabia que, se um americano sorri, deve ser dado uma gorjeta, então já levei um xingão do taxista e outro do porteiro. Eu nem tinha trocado dinheiro ainda para ter troco!


Bem animada, então, cheguei na recepção do hotel e disse que queria me hospedar. Um olhou para o outro ... para mim ... para o outro... Até que alguém teve uma luz e indicou o lugar do check in. Lá chegando, o senhor que me atendeu. Era um velhinho, me perguntou o que eu queria. Novamente, disse que gostaria de me hospedar. E ele, depois de pensar um pouco: “Do you have reservation?” “Yesss...” Tudo feito. E aí ele ficou alisando a minha mão, mas de um jeito meio paternal, dizendo: “Que pele bronzeada linda!” Tudo meio assustador.


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Credit Card Guarantee


“Como você vai pagar?” “Em dólares”, disse eu. “Mas como? Não tem carta de crédito?” Naquela época, no Brasil, tinha de pedir licença pro governo para poder sair. Comprar dólares era uma coisa quase de segurança de estado. Cartão de credito, no Brasil, não existia. E agora? Ou daria meus dólares ali mesmo para ele, adiantado, ou como faria? Inesperadamente, alguém atrás de mim disse: “Eu garanto com meu cartão.” Era um uruguaio amigo. La no Uruguai já tinha cartão de crédito! Jamais esquecerei! Eternamente grata. E eu me senti chegando do “jungle”.


Lobby (LB) | Erdegeschoss (EG)


Então, vamos ao elevador. Na subida, tudo bem. Andar tal número, tudo certo. Mas para descer? Não tinha nenhum botão com T, de Térreo, ou R, de Reception. Tinha LB e mais um montão de coisas. Mas o que era LB? Lugar da Bagagem? Lounge Bar? Não, era de LOBBY do hotel, ou seja, recepção. Bem, apertei em qualquer número baixo e, quando cheguei, disse aos outros: “Reception?” E eles: “No! We also are going to Lobby!” Eureka!


Na Alemanha é ainda pior: Térreo é “andar da terra” – Erdegeschoss – e a sigla é EG. Subsolo é UG (Untergeschoss – debaixo da terra).


Placas de indicação na autoestrada


Um colega não chegava nunca na Feira de Garda, vindo de Verona, que são uns 100 quilômetros de distância. Tinha muita neblina, pensei. De repente, toca o telefone: “Tô perdido. Tem placa igual pra direita e para a esquerda. Fui parar numa fazenda agrícola!” Tá bem, respondi, tenta pegar a autoestrada de novo e quando chegares num sinal, me liga. Toca de novo o telefone: “Cheguei. (vruummm, vrummmm .... os caminhões passando a mil). “Agora tem uma placa para direita e outra pra esquerda, escrito Rovereto. Mas que raios, para onde vou?” Perguntei? “Elas têm a mesma cor?” “Não, uma é azul , a outra é verde.” “Segue a placa verde que é de autoestrada, a azul é estrada interna”. Ah, isso é na Itália, porque na França é ao contrário! Bom quando se sabe, né?


RIP


Poucos dias atrás descobri o significado desta sigla e posso dizer que fiquei com muita vergonha. Todo mundo sabia, menos eu! Infelizmente, uma amiga da Estônia se foi na viagem derradeira e os amigos escreveram RIP no Facebook dela. Então, muito esperta, eu declarei em alto e bom tom que aprendi uma palavra em estoniano, que significava condolências: RIP. Risada geral na família! “Riposa in Pace (RIP)”, em italiano. “Rest in Peace (RIP)”, em inglês. E eu achando que estava falando estoniano! Que mico!

Autor

Edela Land

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